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Boicote ao Carrefour. Brasileiros reagem à decisão da rede

Internautas publicaram nesta segunda-feira (25) mensagens de repúdio à iniciativa do Carrefour de parar de comprar carne exportada pelos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai). De acordo com o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli, o país deve "parar de comprar qualquer produto no Carrefour ou no Atacadão, que é deles também". "Do Brasil, esses franceses estão deixando claro que só querem o nosso dinheiro. Boicotam a carne brasileira? Nós não compramos nada deles. Reciprocidade", disse.
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O ativista Thiago dos Reis escreveu: "O Carrefour anunciou que não vai mais comprar carne brasileira para seus mercados no mundo inteiro e abriu uma guerra comercial contra o Brasil, defendendo agricultores franceses". "Boicote o Carrefour! Compre em outros lugares!!". Uma conta no X afirmou que o presidente da França, Emmanuel Macron, "é tratado feito rei aqui no Brasil e o que nosso país ganha em troca?". "Boicote do Carrefour à carne do Mercosul. Não existe acordo nem conciliação com o norte global, a gente aqui embaixo só tem a gente".

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A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) afirmou que, em 2023, o Brasil representou 27% das importações de carne bovina da União Europeia e o Mercosul, por 55%. Representantes de Brasil e França têm o objetivo de reduzir ou zerar as tarifas de importação e exportação entre os dois blocos. A negociação começou em 1999 e o termo foi assinado em 2019.

Pela proposta, a União Europeia vai isentar de tarifas 82% das importações agrícolas do Mercosul. De acordo com a UE, não haverá mudanças nos padrões de segurança alimentar e saúde animal do continente. O bloco continuará podendo barrar a entrada de produtos que não se enquadrem aos requisitos locais.

Segundo o acordo, as tarifas vão ser eliminadas para alguns produtos agrícolas brasileiros como frutas, café solúvel, suco de laranja, peixes, óleos vegetais e crustáceos. Exportadores do Brasil terão preferência na venda de carnes bovina, suína, aves, arroz, etanol, ovos, açúcar e mel.

Os dois blocos (Mercosul e UE) se comprometem a diminuir medidas sanitárias e fitossanitárias que podem travar o acordo. Sul-americanos e europeus também terão de implementar o Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas, que inclui redução da emissão de gases do efeito estufa e combate ao desmatamento.

Com informações do Brasil 247

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Fonte: Plantão Brasil

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