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Braga Netto e agro tinham o plano para instaurar ditadura militar, depois de matar Lula

A prisão preventiva do general Walter Braga Netto no sábado (16) trouxe à tona novas informações sobre o plano golpista que incluía o assassinato do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A investigação da Polícia Federal (PF) aponta que o general recebeu dinheiro vivo de lideranças do agronegócio para financiar a operação clandestina denominada "Punhal Verde e Amarelo".
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O dinheiro, colocado em uma "sacola de vinho" por Braga Netto, foi usado para comprar aparelhos celulares e organizar a ação dos chamados "kids pretos" – militares das Forças Especiais do Exército. A operação, planejada na casa do general, previa não apenas os assassinatos, mas a instalação de um "gabinete de crise" liderado por Braga Netto e pelo general Augusto Heleno, com o objetivo de instaurar uma nova ditadura militar no país.

No grupo “Copa 2022”, criado pelos conspiradores, foram encontrados registros detalhados da compra de seis celulares descartáveis e recargas pré-pagas financiadas pelos ruralistas. A investigação também confirmou que o major Rafael de Oliveira adquiriu um dos aparelhos em Goiânia com o dinheiro entregue por Braga Netto.
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Além disso, o relatório da PF aponta que lideranças do agronegócio participaram ativamente de ações antidemocráticas, financiando bloqueios em estradas e o transporte de manifestantes para atos extremistas, como os ataques ocorridos em 8 de janeiro. Essa relação estreita entre ruralistas e golpistas evidencia um esquema de financiamento e suporte logístico a atividades contra o Estado democrático de direito.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou nota afirmando que "ações isoladas não devem generalizar o setor", enquanto outras entidades representativas, como a CNA e a ABAG, permanecem em silêncio. As conexões entre os conspiradores e setores econômicos poderosos reforçam a necessidade de aprofundar as investigações para responsabilizar todos os envolvidos.

O caso, que já é um dos mais graves desde a redemocratização, demonstra como figuras de alta patente e lideranças econômicas podem se associar para ameaçar a democracia brasileira. As ações da PF seguem em curso, com novos desdobramentos esperados nos próximos dias.

Com informações da Fórum

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Fonte: Plantão Brasil

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