O luxo da prisão de Braga Netto ainda não recebeu nota da Veja

Walter Braga Netto, general de quatro estrelas e ex-ministro de Jair Bolsonaro, foi preso pela Polícia Federal no sábado (14), acusado de envolvimento em uma trama golpista contra a democracia brasileira. No entanto, ao contrário do que ocorre com outros presos, ele não está detido em uma cela comum, mas desfruta de acomodações com privilégios dignos de destaque.
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Graças ao seu posto elevado nas Forças Armadas, Braga Netto está detido na 1ª Divisão do Exército, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, em uma cela especial. O local é equipado com armário, geladeira, ar-condicionado, televisão e banheiro privativo, além de oferecer refeições no restaurante do quartel, onde oficiais de alta patente também se alimentam. Ao todo, o general recebe quatro refeições diárias: café da manhã, almoço, jantar e ceia.
Essa disparidade é ainda mais evidente quando se recorda da postura da imprensa em 2018, durante a prisão do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. À época, uma nota da coluna Radar, da revista Veja, insinuava mordomias inexistentes na cela de Lula, afirmando que o espaço contava com ar-condicionado, mesmo sem qualquer impacto real em suas condições de detenção. A linha fina da nota chamava o ex-presidente de “hóspede vip”.
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Agora, a pergunta que fica é: será que a mesma imprensa, tão ávida em criar narrativas depreciativas sobre Lula, terá o mesmo entusiasmo para destacar os privilégios reais concedidos ao general bolsonarista? É evidente que o tratamento diferenciado reflete o peso das hierarquias e a seletividade com que os fatos são explorados.
Enquanto isso, a expectativa é que, caso Braga Netto seja condenado pelos crimes que lhe são imputados, ele perca esses privilégios e seja transferido para uma unidade prisional comum. A justiça, afinal, deve ser aplicada de forma equânime, sem concessões especiais para aqueles que atentaram contra o Estado de Direito.
Com informações.da Fórum
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Fonte: Plantão Brasil

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