Tentativa de desqualificar Moraes vira tiro no pé de Bolsonaro, dizem juristas

A estratégia jurídica de Jair Bolsonaro (PL) de tentar desqualificar o ministro Alexandre de Moraes como relator do inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado é amplamente vista como um erro desastroso, tanto por juristas quanto por aliados nos bastidores. Um advogado de um dos 40 indiciados no caso classificou a ofensiva como “burrice, e até burrice tem limite”. Ele destacou que a tentativa de afastar Moraes só fortalece o ministro e a coesão do STF em torno de sua atuação.
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Até agora, Bolsonaro fracassou em três tentativas de afastar Moraes da relatória. O argumento central da defesa de que Moraes não teria imparcialidade foi rejeitado por uma maioria esmagadora do STF, que reafirmou que os crimes contra o Estado Democrático de Direito afetam toda a sociedade, e não vítimas individualizadas. Em outubro, o plenário rejeitou o pedido de impedimento de Moraes por nove votos a um, com apenas André Mendonça, indicado por Bolsonaro, votando a favor.
A insistência de Bolsonaro em atacar Moraes parece mais um esforço político do que jurídico, buscando manter sua base mobilizada com a narrativa de “perseguição” judicial. Contudo, essa abordagem é criticada até por seus próprios aliados, que veem a repetição de argumentos já derrotados como uma demonstração de falta de estratégia e um desperdício de recursos.
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Com o julgamento do recebimento da denúncia contra Bolsonaro e outros envolvidos marcado para a Primeira Turma do STF, composta por Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Flávio Dino e Cristiano Zanin, analistas acreditam que a postura confrontadora do ex-presidente apenas reforça a autoridade de Moraes e prejudica sua própria defesa.
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Com informações do jornal O Globo
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Fonte: PlantãoBrasil

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