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Milei fecha principal museu da memória sobre ditadura na Argentina

O presidente ultraliberal Javier Milei encerrou as atividades do Centro de Memória Cultura Haroldo Conti, um marco na preservação da memória dos crimes da ditadura militar argentina. O fechamento foi comunicado por Alberto Baños, secretário de Direitos Humanos, e entrou em vigor no dia 2 de janeiro.
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Inaugurado em 2008, o espaço homenageia Haroldo Conti, escritor desaparecido em 1976 pela repressão militar, e era um local de conscientização histórica, promovendo atividades culturais e educacionais como literatura, teatro e fotografia.

A justificativa do governo foi a necessidade de "reestruturar" o local, em linha com a política de austeridade de Milei, que busca reduzir o tamanho do Estado. No entanto, a decisão gerou indignação entre grupos de direitos humanos, que veem o fechamento como um ataque à memória histórica.
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O centro, situado na antiga Escola de Mecânica da Armada (Esma), palco de tortura e morte durante a ditadura, simbolizava o compromisso da Argentina com a preservação da memória e a luta contra o esquecimento.

O encerramento do museu reflete as tensões da agenda de Milei, que, assim como Jair Bolsonaro no Brasil, busca desmantelar estruturas voltadas à memória e aos direitos humanos. A decisão reacendeu debates sobre o papel do Estado na reparação histórica e na preservação da democracia.
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Com informações do Metrópoles

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Fonte: PlantãoBrasil

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