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Plano de Trump para Gaza serve aos negócios bilionários de seu genro Jared Kushner

O plano de Donald Trump para transformar a Faixa de Gaza em um luxuoso destino turístico atende diretamente aos interesses imobiliários de seu genro, Jared Kushner. A proposta de remover os palestinos do território para dar lugar a uma "Riviera do Oriente Médio" tem sido amplamente condenada como um projeto de limpeza étnica e uma violação flagrante do direito internacional.
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Trump já havia sugerido em 2024 que Gaza poderia se tornar "melhor que Mônaco" se fosse reconstruída sob controle dos EUA. No entanto, a ideia foi originalmente lançada por Kushner, ex-enviado especial para o Oriente Médio, que descreveu o conflito árabe-israelense como "nada mais do que uma disputa imobiliária". Em um evento na Universidade de Harvard, ele chegou a afirmar que "um imóvel à beira-mar de Gaza poderia ser muito valioso".

O envolvimento de Kushner levanta suspeitas sobre interesses financeiros por trás da proposta. Sua empresa de private equity já recebeu investimentos bilionários de países do Golfo, incluindo US$ 2 bilhões da Arábia Saudita. No entanto, o reino saudita rejeitou categoricamente qualquer tentativa de deslocamento forçado dos palestinos.
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A ideia de uma Gaza transformada em empreendimento imobiliário revive memórias da Nakba, a "catástrofe" de 1948, quando centenas de milhares de palestinos foram expulsos de suas terras. O projeto, que ignora a tragédia humanitária em curso, é mais um exemplo da aliança entre o trumpismo e os interesses expansionistas de Israel, que buscam consolidar o domínio sobre territórios palestinos sem qualquer respeito à soberania local.
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Com informações da Reuters

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Fonte: PlantãoBrasil

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