Braga Netto tenta afastar Moraes do julgamento sobre golpe, mas provas são avassaladoras

A defesa do general Walter Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro e um dos principais articuladores da tentativa de golpe de Estado, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito para julgar o caso. O pedido ocorre após a Procuradoria-Geral da República (PGR) formalizar a denúncia contra o militar por envolvimento direto no plano golpista que visava assassinar o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o próprio Moraes.
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A estratégia da defesa é claramente uma tentativa desesperada de deslegitimar a investigação e postergar o julgamento. Braga Netto está preso desde novembro de 2024, após a Polícia Federal comprovar que ele tentou interferir nas investigações sobre o golpe frustrado. O ex-ministro financiou o plano "Punhal Verde e Amarelo", que previa ataques contra autoridades democráticas.
Além disso, segundo a delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Braga Netto entregou dinheiro em uma sacola de vinho para financiar o grupo de mercenários responsáveis pelo atentado. Essa revelação desmonta qualquer tentativa de defesa do general e reforça a gravidade do crime.
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A decisão sobre o pedido de afastamento de Moraes ficará a cargo do ministro Luís Roberto Barroso, mas especialistas consideram a solicitação frágil e sem fundamento. O próprio STF já rejeitou tentativas semelhantes por parte de bolsonaristas investigados.
A tentativa de golpe está cada vez mais desmascarada, e os responsáveis enfrentam um cerco jurídico que se fecha rapidamente. O Brasil não pode permitir que conspiradores contra a democracia escapem da punição.
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Com informações do g1
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Fonte: PlantãoBrasil

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