PF deve concluir em abril inquérito sobre espionagem ilegal da "Abin paralela" no governo Bolsonaro

A Polícia Federal pretende finalizar até o fim de abril o inquérito que investiga uma estrutura clandestina de espionagem na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Jair Bolsonaro (PL). A apuração revelou o uso do software espião FirstMile, além de outras ferramentas, contra jornalistas, advogados, autoridades e opositores políticos, tudo sem autorização judicial.
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Além do FirstMile, a PF identificou o uso indevido do Cobalt Strike, empregado para invadir computadores de autoridades paraguaias visando obter informações sobre negociações da usina de Itaipu. A operação, segundo depoimentos, teria sido autorizada pelo então diretor da Abin, Alexandre Ramagem, hoje deputado federal e já réu no STF por envolvimento na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023.
Outro programa sob investigação é o LTE Sniffer, uma espécie de antena clandestina que intercepta comunicações de celulares. Servidores afirmam que a tecnologia era avaliada para possível uso em missões de varredura em representações diplomáticas estrangeiras no Brasil.
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O relatório da PF aponta que Ramagem comandava um “núcleo de inteligência paralela”, criado para sustentar Bolsonaro no poder mesmo após a derrota nas eleições. A estrutura teria sido usada para espionagem interna, desinformação e ataques às instituições democráticas.
E-mails obtidos nas investigações revelam que Ramagem aconselhava Bolsonaro a adotar uma postura mais agressiva contra o sistema eleitoral. Embora tenha confirmado que escrevia mensagens “de interesse institucional”, o ex-diretor da Abin negou envolvimento em qualquer esquema golpista ou estrutura clandestina. A Abin não se manifestou sobre o caso.
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Com informações do Brasil247
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Fonte: PlantãoBrasil

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