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Lula enfrenta Trump e critica plano imperialista contra a Groenlândia

Durante conversa telefônica com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a tentativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar a Groenlândia ao território norte-americano. Lula manifestou apoio explícito ao governo dinamarquês e classificou a proposta de Trump como uma afronta à soberania dos povos e ao equilíbrio geopolítico internacional.
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A ligação entre os dois líderes durou cerca de 40 minutos e abordou temas centrais da agenda global, como o fortalecimento das relações multilaterais, o avanço do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia e a crescente ameaça do expansionismo unilateral promovido pelos EUA. Segundo nota do Palácio do Planalto, Lula ressaltou a importância de preservar o diálogo entre nações e criticou as atitudes isoladas de Washington.

O presidente brasileiro reafirmou o compromisso do Brasil com o livre comércio e com soluções pacíficas para os conflitos internacionais. Lula destacou ainda que a postura dos EUA, ao tentar impor sua hegemonia por meio de tarifas e ações agressivas, como a ofensiva sobre a Groenlândia, representa um retrocesso perigoso.
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Na conversa, Lula e Frederiksen também renovaram o compromisso de trabalhar juntos pela conclusão do acordo Mercosul-União Europeia, aproveitando o fato de que Brasil e Dinamarca assumirão, simultaneamente, a presidência rotativa dos blocos que integram. Ambos defenderam que esse pacto pode representar uma resposta concreta à guerra comercial deflagrada por Trump.

O presidente brasileiro também reiterou o convite para que a líder dinamarquesa participe da COP30 e da Cúpula Brasil-União Europeia, previstas para o segundo semestre deste ano. Os encontros são vistos como oportunidades para ampliar parcerias em temas estratégicos, como sustentabilidade, energias renováveis e combate às mudanças climáticas.

Por fim, Lula reafirmou o papel do Brasil como defensor da paz global e mencionou o empenho conjunto com a China, por meio do Grupo de Amigos da Paz, para promover uma saída diplomática à guerra na Ucrânia, contrapondo-se à militarização das relações internacionais promovida por potências ocidentais.
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Com informações do Brasil247

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Fonte: PlantãoBrasil

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