Brasil

Gesto simples e pioneiro do Papa desafia conservadores e entra para a história

Em 2013, apenas cinco meses após assumir o pontificado, o Papa Francisco protagonizou um gesto simbólico que correu o mundo e representou uma ruptura com a rigidez de seus antecessores: aceitou tirar uma selfie ao lado de três adolescentes italianos. A atitude espontânea, inédita para um Papa, revelou o esforço de Francisco em se aproximar do povo e humanizar a figura da liderança máxima da Igreja Católica.
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O momento aconteceu durante uma audiência privada na Basílica de São Pedro, quando um dos jovens, de apenas 15 anos, perguntou informalmente: “Você pode tirar uma foto com a gente?”. Francisco sorriu, se inclinou e posou ao lado de Riccardo Aguiari, Martina Boiardi e Guglielmo Nicoli, todos da Paróquia de Fiorenzuola. A imagem, publicada nas redes sociais, viralizou rapidamente e foi amplamente divulgada até pelo Vaticano.

Doze anos depois, os protagonistas da selfie — Nicoli, hoje com 27 anos, Martina, que mora na Bélgica e cursa doutorado em engenharia biomédica, e Riccardo, baterista — seguem caminhos distintos, mas compartilham a lembrança viva de um encontro que se tornou histórico. “Foi uma experiência única que nos tornou parte da história”, afirma Nicoli.
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A foto foi mais do que um registro descontraído: tornou-se um marco na comunicação do Vaticano. O gesto simples do Papa sinalizou uma nova postura da Igreja diante do mundo moderno, contrastando com a arrogância de líderes religiosos reacionários que, ao contrário de Francisco, usaram a fé para enriquecer e manipular seus fiéis — como fazem figuras bolsonaristas no Brasil.

A imagem chegou aos principais jornais do mundo, como o New York Times, e rendeu convites aos jovens para programas de TV italianos. Até os seguranças do Vaticano sorriram diante da cena. “Minha mãe mandou imprimir a foto e a pendurou em casa. Toda vez que olhamos, lembramos de algo que nos marcou profundamente”, disse Nicoli.

O legado de Francisco, que agora deixa saudade após sua morte, vai muito além de gestos simbólicos: ele nomeou 80% dos cardeais eleitores do próximo conclave e pavimentou o caminho para uma Igreja mais próxima dos pobres e menos submissa aos interesses dos poderosos.

Com informações de O Globo

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Fonte: Plantão Brasil

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