Flávio Dino desmonta show religioso de defesa de golpistas com ironia bíblica

O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou nesta terça-feira (22) mais seis integrantes do chamado “núcleo 2” da tentativa de golpe bolsonarista. O grupo é acusado de usar cargos públicos para sabotar o Estado Democrático de Direito e tentar impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após a derrota de Jair Bolsonaro nas urnas em 2022.
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Durante o julgamento, advogados dos acusados tentaram transformar a sessão em um espetáculo teatral, com citações bíblicas e discursos emocionais em defesa dos denunciados, que teriam atuado em sintonia para desestabilizar a democracia. As defesas apelaram para simbolismos religiosos, mas não conseguiram desviar o foco dos crimes graves que estão sendo analisados pela Corte.
O ministro Flávio Dino, em resposta ao tom místico dos advogados, ironizou com elegância e conteúdo: “Lembrei de uma passagem do Gênesis. Deus separa a terra e a água. Se os julgadores estão na terra e as partes na água, o Ministério Público é uma península, uma zona de transição. Ele não julga, ele propõe uma tese”. A metáfora destacou o papel técnico e imparcial do Ministério Público, que tem sido acusado injustamente pelos réus como parte interessada.
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A fala de Dino foi interpretada como um recado direto às tentativas da defesa de vitimizar os golpistas e de distorcer o papel das instituições. Ele reiterou que propor uma denúncia com base em provas não quebra a imparcialidade, mas reforça o dever constitucional de proteger a democracia.
Os seis denunciados — entre eles militares da reserva e ex-integrantes do governo Bolsonaro — são acusados de articular ações concretas para impedir a posse de Lula. A Procuradoria-Geral da República apontou que o grupo operava dentro das estruturas do Estado, o que amplia a gravidade das condutas.
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Com informações
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Fonte: PlantãoBrasil

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