Política · Justiça

José Múcio se oferece para depor no STF e expõe bastidores da transição

O ministro da Defesa, José Múcio, declarou nesta segunda-feira (5) que está disposto a prestar depoimento no Supremo Tribunal Federal, caso seja convocado para testemunhar no julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado articulada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Múcio afirmou que não tem nada a esconder e que sempre agiu de forma transparente: “Tudo oficial, à luz do dia. Ninguém pode me chamar para segredo nenhum porque eu conto”.
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A manifestação veio após seu nome ser citado pela defesa do ex-ministro da Defesa bolsonarista Paulo Sérgio Nogueira, denunciado por sua participação na conspiração golpista. Segundo a equipe de Múcio, ele só teve contato com Nogueira no período de transição entre os governos, no fim de 2022 e início de 2023. Ainda não há notificação oficial para que o atual ministro preste depoimento.

Durante evento com empresários, Múcio também relatou que, diante da resistência de comandantes militares em recebê-lo na época da transição, buscou diretamente Jair Bolsonaro, com quem havia convivido no Congresso décadas antes. Ao comentar a proposta de anistia aos golpistas do 8 de janeiro, Múcio foi diplomático, dizendo que decisões da Justiça e do Legislativo devem ser respeitadas, mas deixou claro o pesar com a participação de militares nos crimes contra a democracia.
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O Supremo Tribunal Federal deve julgar nesta terça-feira (6) se transforma em réus os membros do chamado “núcleo 4” da trama golpista. O grupo inclui cinco militares e outros dois civis, acusados de disseminar mentiras eleitorais e atacar as instituições públicas, inclusive por meio de campanhas organizadas nas redes.

Múcio lamentou profundamente o envolvimento de militares no escândalo: “Quando um colega de farda é indiciado, o sentimento é de constrangimento; comprovado o crime, é de indignação”. Para ele, a apuração completa é essencial para preservar a imagem das Forças Armadas e separar “o joio do trigo”.

Ao encerrar sua fala, o ministro elogiou os atuais comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, que participaram do evento, por manterem postura de equilíbrio num momento de forte polarização política. Segundo ele, é graças a esses líderes que as Forças Armadas vêm recuperando sua credibilidade diante da sociedade.
Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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