Política

Eleição do novo papa começa sob sombra da extrema-direita

A missa Pro Eligendo Pontifice, realizada nesta quarta-feira (7) na Basílica de São Pedro, marcou oficialmente a abertura do conclave que definirá o novo papa, em um dos momentos mais solenes da Igreja Católica desde a morte do papa Francisco. O evento, carregado de simbolismo e espiritualidade, reforça a importância de dar continuidade ao legado progressista e humanista deixado por Francisco, que faleceu aos 88 anos.
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Os cardeais entraram por um corredor isolado, formando um semicírculo diante do altar. Durante a cerimônia, conduzida pelo cardeal Giovanni Batista Re, foram realizadas orações e cânticos que evocaram não apenas a fé, mas também o peso da responsabilidade diante da escolha de um novo pontífice. O nome de Francisco foi lembrado com reverência: “Oremos pelo falecido romano pontífice Francisco”.

Ao fim da missa, os 133 cardeais com menos de 80 anos — entre eles sete brasileiros — seguiram em procissão até a Capela Sistina, onde será realizado o conclave, com votações secretas e isoladas. A primeira votação está prevista para as 14h (horário de Brasília). A expectativa é de que o processo dure até três dias, tempo necessário para que um nome com legitimidade e respaldo da maioria surja.
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O rito do “Extra omnes” — que exige a saída de todos os não-cardeais da capela — marca o início do processo sigiloso. O termo “conclave”, que significa literalmente “fechado à chave”, reflete o caráter reservado das discussões, protegidas do mundo exterior para garantir a autonomia da escolha. Para que um novo papa seja eleito, são necessários 89 votos.

A fumaça da Capela Sistina continua sendo o sinal aguardado por fiéis em todo o mundo. A fumaça preta indica que não houve acordo; a branca, que um novo papa foi escolhido. Um conclave rápido tende a transmitir estabilidade e coesão. Uma escolha demorada, por outro lado, poderia reforçar percepções de divisão, o que parte da extrema-direita internacional tenta explorar para desestabilizar o Vaticano.

Com o vácuo deixado por Francisco, defensor de uma Igreja inclusiva e comprometida com os pobres, o mundo aguarda se os cardeais seguirão firmes no caminho da renovação ou se cederão às pressões de grupos conservadores que tentam manipular a sucessão papal.

Assista aos vídeos abaixo:





Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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