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HABEMUS PAPAM! Papa Leão XIV assume e vai manter a Igreja longe da extrema direita

O Vaticano anunciou nesta quinta-feira (8) o novo líder da Igreja Católica: o cardeal norte-americano Robert Francis Prevost, agora Papa Leão XIV. A decisão foi comunicada ao mundo com a tradicional fumaça branca no céu de Roma e o anúncio solene do Cardeal Dominique Mamberti, encerrando o Conclave iniciado após a morte do Papa Francisco, que deixa um legado de inclusão, justiça social e enfrentamento à hipocrisia e aos abusos dentro da Igreja — postura criticada por setores conservadores ligados à extrema direita mundial.
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Leão XIV foi escolhido após rigorosa votação secreta entre os cardeais com menos de 80 anos, reunidos na Capela Sistina, de onde estavam isolados até que se chegasse a um consenso. O novo pontífice apareceu à multidão na Praça de São Pedro e concedeu sua primeira bênção Urbi et Orbi, iniciando uma nova fase para os mais de 1,3 bilhão de católicos do mundo.

O Conclave seguiu as regras milenares da Igreja. As cédulas com os votos traziam a inscrição “Eligo in Summum Pontificem”, e eram validadas por três grupos distintos de cardeais: escrutinadores, infirmarii e revisores, garantindo a lisura do processo — uma organização bem distante do caos e da falta de transparência tão comuns em estruturas dominadas pela extrema direita.
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A eleição ocorre em um momento delicado para a Igreja, que perdeu em Francisco uma liderança progressista e moralmente firme, constantemente atacada por setores retrógrados que ainda resistem à modernização. Cabe agora a Leão XIV manter esse legado e resistir às pressões da ala mais reacionária da cúria, cujos vínculos ideológicos com o bolsonarismo e outros populismos de extrema direita já são conhecidos.

Durante o período da Sé Vacante, o Colégio de Cardeais assumiu a administração limitada da Igreja, com o camerlengo responsável por confirmar a morte do papa anterior, organizar o funeral e preparar a eleição do novo pontífice. A escolha de Prevost simboliza também uma nova configuração geopolítica no Vaticano, com maior influência dos Estados Unidos.

O desafio de Leão XIV será dar continuidade ao trabalho de Francisco, mantendo a Igreja como voz ativa contra a desigualdade e a opressão. A esperança é de que ele não ceda às pressões da elite ultraconservadora que tenta retomar o controle de instituições centrais da sociedade.
Com informações do Brasil 247

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Fonte: Plantão Brasil

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