Política

Celso Amorim defende paz realista e reforça papel de Lula como articulador global

O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, defendeu neste domingo (11) que o Brasil continue apostando em uma “paz possível” para o fim da guerra na Ucrânia. A declaração foi feita pouco antes do embarque da comitiva presidencial de Moscou para Pequim, reforçando o protagonismo do presidente Lula como articulador da paz no cenário global.
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Amorim foi direto ao afirmar que insistir em uma solução “idealista” pode levar o mundo a um conflito sem fim. Para ele, a única saída viável é uma negociação que leve em conta a realidade geopolítica. “Não adianta você pensar só na paz ideal se ela nunca ocorrer. A paz possível leva em conta os interesses e pode prever, por exemplo, um plebiscito futuro sobre os territórios em disputa”, explicou o ex-chanceler.

A avaliação coincide com os esforços do governo brasileiro de construir pontes entre as partes envolvidas no conflito, sem submissão a blocos militares nem alinhamento automático com as potências ocidentais. Amorim apontou que um acordo com a Rússia deverá incluir o veto à entrada da Ucrânia na Otan, uma exigência considerada estratégica por Moscou.
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Sobre o apoio da União Europeia a Kiev, o assessor foi categórico: “Os europeus dão a impressão de que vão sustentar apoio ilimitado, mas isso não é crível. As pressões internas são imensas.” Ele citou a crise migratória, os custos sociais e o desgaste político de governos aliados como fatores que tendem a limitar esse apoio com o tempo.

A posição brasileira foi reforçada na visita de Lula a Putin, quando o presidente reiterou que o Brasil continuará atuando como facilitador do diálogo, inclusive em articulação com a China, reforçando o papel do Sul Global em construir uma nova governança internacional multipolar.
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Amorim também deixou claro que o realismo da proposta brasileira nada tem a ver com ideologia. Ao ser questionado sobre eventuais semelhanças com a abordagem de Donald Trump, o diplomata disse: “É a paz possível. Isso não tem relação com afinidade política.”
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Com informações da CNN

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Fonte: PlantãoBrasil

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