Haddad diz que reforma tributária será legado de Lula e promete fim da guerra fiscal

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (12) que considera a reforma tributária o principal legado de sua gestão à frente do ministério. Segundo ele, o novo sistema trará mais justiça fiscal, transparência e modernidade à economia brasileira.
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Em entrevista, Haddad destacou que o Brasil aguardava há mais de 40 anos por uma reforma do tipo e que, com o avanço da proposta, o país passa a ter “um dos melhores sistemas tributários do mundo”. Ele também ressaltou que o projeto vai digitalizar a economia, eliminando o uso da nota fiscal em papel. “Será algo realmente transformador”, disse.
A reforma unifica cinco tributos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) em dois novos impostos sobre valor agregado, com vigência total prevista para 2033. A medida tem como objetivo acabar com a guerra fiscal entre estados e municípios, além de simplificar o pagamento de impostos. A estimativa é que a alíquota fique em torno de 28,5%, substituindo a média atual de 22%.
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Haddad também falou sobre a importância de ampliar a presença do Brasil no comércio internacional. Para ele, é hora de romper com a lógica de dependência do mercado interno. “Se até a China pensa no mercado externo, por que o Brasil não deveria pensar?”, questionou.
O ministro comentou ainda a proposta de reforma do Imposto de Renda, que está sendo relatada por Arthur Lira. Segundo ele, o governo atual busca desonerar os trabalhadores e rejeita medidas como a recriação da CPMF ou a taxação de transações via Pix, ideias que circularam durante o governo Bolsonaro. “Nosso projeto não desonera empresas, mas sim o trabalhador”, frisou.
Por fim, Haddad lembrou que Bolsonaro não cumpriu a promessa de isentar quem ganha até R$ 5 mil e acusou o ex-presidente de tentar empurrar a conta para os mais pobres. “Nós não temos nada a ver com isso”, concluiu.
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Com informações do Metrópoles
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Fonte: PlantãoBrasil

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