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Lula age com equilíbrio, preserva a soberania do Brasil e não entra na briga entre China e EUA

Em um cenário de intensificação das disputas comerciais entre China e Estados Unidos, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não adotará postura alinhada a nenhuma das potências. Segundo Haddad, Lula defende uma política externa voltada ao multilateralismo, por acreditar que o Brasil deve manter relações equilibradas com diferentes nações.
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Haddad destacou a importância estratégica da China para a economia brasileira, por ser o maior parceiro comercial do país, e também elogiou os Estados Unidos por seu domínio em tecnologias de ponta. Para ele, ambos os países são fundamentais para o crescimento nacional: “O Brasil precisa exportar e se desenvolver com base na inovação, e não em alinhamentos automáticos”, afirmou.

Durante um encontro com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, Haddad alertou para o desequilíbrio nas relações comerciais com a América do Sul e criticou a taxação de regiões deficitárias. Segundo o ministro, Bessent demonstrou abertura para o diálogo e reconheceu a necessidade de rever essa postura protecionista dos norte-americanos.

O ministro também comentou a postura do presidente Donald Trump, classificando-a como “errática”. Segundo Haddad, o incômodo dos EUA com a ascensão da China se reflete na forma agressiva com que tenta reequilibrar a balança comercial, apesar de ter se beneficiado amplamente com a globalização.
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As declarações de Haddad ocorrem no mesmo dia em que China e EUA anunciaram uma trégua temporária na guerra comercial. Durante 90 dias, ambos os países vão reduzir significativamente as tarifas aplicadas às importações, gesto visto como um avanço nas negociações. A medida foi bem recebida pelos mercados, com bolsas em alta e valorização do dólar.

A trégua entre as duas potências alivia, por ora, o ambiente de instabilidade global, mas reforça a importância de uma política externa soberana e autônoma, como tem defendido Lula. O Brasil reafirma, com isso, seu papel de articulador entre diferentes blocos, sem subordinação às disputas alheias.

Com informações do Brasil 247

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Fonte: Plantão Brasil

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