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Neto de ditador pode ser primeiro golpista julgado à revelia no STF

Paulo Figueiredo, neto do último presidente da ditadura militar e ex-comentarista da Jovem Pan, pode se tornar o primeiro réu julgado à revelia pelo Supremo Tribunal Federal no caso que investiga a tentativa de golpe de Estado para impedir a posse do presidente Lula. Mesmo denunciado há três meses pela Procuradoria-Geral da República, Figueiredo, que mora nos Estados Unidos, não apresentou defesa nem indicou advogado no processo.
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A Defensoria Pública da União se recusou a assumir a defesa dele, afirmando não conseguir localizá-lo. Com isso, aumenta a chance de julgamento sem sua presença ou participação, o que abriria um precedente histórico na mais alta Corte do país diante da gravidade das ações golpistas articuladas por aliados de Jair Bolsonaro.

Segundo a denúncia da PGR, Figueiredo usou sua posição midiática para insuflar militares e atacar generais que não aderiram ao golpe, fomentando uma narrativa autoritária que visava desacreditar a democracia e criar apoio para medidas inconstitucionais. Ele é o único indiciado do chamado quinto núcleo da trama golpista, relacionado à propagação de ideias que sustentaram o movimento criminoso.
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Após a denúncia, Figueiredo debochou nas redes sociais, afirmando estar “honrado” por ser incluído no processo, atitude típica de quem não reconhece os limites da legalidade nem demonstra arrependimento. A sua possível condenação à revelia demonstraria a firmeza do STF em não permitir que investigados tentem se esquivar da Justiça se refugiando no exterior.

Veja:


O STF também julga nesta terça-feira o núcleo militar da tentativa de golpe, que inclui 11 membros do Exército e um agente da Polícia Federal, acusados de planejar ataques contra instituições e até o assassinato do presidente Lula e do vice Geraldo Alckmin. Os primeiros núcleos da denúncia já foram aceitos e envolvem diretamente Bolsonaro, ex-ministros e outros oficiais de alta patente.

O processo liderado pelo ministro Alexandre de Moraes mostra que as instituições brasileiras estão firmes na responsabilização dos golpistas, mesmo daqueles que, como Figueiredo, tentam escapar da lei com arrogância e covardia.
Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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