Política · Segurança

Michelle demite Wajngarten depois dele dizer “prefiro Lula”

A crise no ninho bolsonarista ganhou mais um capítulo vexatório: Fábio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência e braço-direito de Jair Bolsonaro na mídia, foi demitido por ordem direta de Michelle Bolsonaro. A exoneração veio após o vazamento de mensagens em que Wajngarten, sem rodeios, afirma preferir Lula à ex-primeira-dama como opção política.
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As mensagens, trocadas em janeiro de 2023 com o então ajudante de ordens Mauro Cid, caíram como uma bomba no bolsonarismo. Tudo começou quando Wajngarten compartilhou uma notícia que sugeria Michelle como presidenciável pelo PL. Cid respondeu com ironia: “Prefiro o Lula”. E Wajngarten respondeu: “Idem”. A resposta irritou profundamente Michelle, que já vinha se articulando nos bastidores para afastá-lo.

O desgaste entre eles, no entanto, não era novo. Além de sua discordância com o nome de Michelle, Wajngarten também causou incômodo ao demonstrar apoio público a Anderson Torres, ex-ministro da Justiça preso por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro. Michelle e seu irmão Eduardo Torres estariam entre os que pressionaram para sua saída.
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Aliados de Bolsonaro ainda tentaram defender Wajngarten, descrevendo-o como leal ao ex-presidente, lembrando episódios em que ele providenciou transporte particular para Bolsonaro em crises de saúde e esteve ao lado do ex-capitão durante operações da Polícia Federal. No entanto, essa fidelidade não foi suficiente para garantir sua permanência diante do avanço de Michelle no controle do PL.

A demissão de Wajngarten expõe uma disputa de poder cada vez mais acirrada dentro do bolsonarismo. Com Bolsonaro inelegível e isolado, Michelle tenta se consolidar como alternativa política, acumulando influência no partido e nas decisões estratégicas. A ordem para demitir o ex-assessor escancara o autoritarismo da ex-primeira-dama e o desespero de um grupo que já não consegue esconder suas divisões.

O episódio é mais um retrato da decadência do bolsonarismo: intrigas internas, traições e uma guerra de egos movida por ambição e interesses pessoais. Enquanto isso, o Brasil real segue sendo reconstruído com seriedade pelo governo Lula, enquanto o grupo de extrema direita se afunda em suas próprias contradições.

Com informações do Brasil 247

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Fonte: Plantão Brasil

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