Política · Justiça

Defesa de Bolsonaro tenta usar general demitido por Lula como escudo no STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) ouve nesta quinta-feira (22) o general da reserva Júlio Cesar de Arruda, ex-comandante do Exército, como testemunha de defesa do tenente-coronel Mauro Cid, um dos principais envolvidos na trama golpista que tentou impedir a posse do presidente Lula em 2023. Cid é réu em ação penal que investiga a tentativa de golpe liderada por Jair Bolsonaro e seus aliados.
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Arruda assumiu o comando do Exército no início do governo Lula, mas permaneceu apenas 21 dias no cargo. Sua demissão foi motivada por atitudes incompatíveis com o momento democrático do país, como a insistência em manter Mauro Cid no comando de um batalhão de elite em Goiânia, mesmo após os graves indícios contra ele. O general também resistiu à retirada do acampamento golpista em frente ao QG do Exército, o que agravou sua situação junto ao governo.

O depoimento de Arruda é aguardado com expectativa, já que poderá lançar luz sobre a omissão ou até cumplicidade de setores militares nos atos terroristas do 8 de janeiro. Ele foi indicado como testemunha não só por Mauro Cid, mas também por Jair Bolsonaro, o que evidencia a tentativa do bolsonarismo de construir uma narrativa de autoproteção diante das provas contundentes apresentadas até aqui.
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As audiências desta semana começaram com depoimentos de peso, como os do brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior e do general Marco Antonio Freire Gomes, que afirmaram categoricamente que Bolsonaro discutiu com eles a possibilidade de um golpe, incluindo medidas como estado de sítio e ações para anular o resultado eleitoral.

Cid, que firmou acordo de delação premiada, será o primeiro a ter suas testemunhas ouvidas. Além de Arruda, outros sete militares devem prestar depoimento ainda nesta quinta. O objetivo é tentar contrabalançar os testemunhos da acusação, que já apontaram de forma clara a articulação golpista no núcleo militar bolsonarista.

O processo que investiga o golpe fracassado segue revelando o envolvimento direto de Bolsonaro e de oficiais das Forças Armadas em reuniões, estratégias e ações que visavam sabotar a democracia brasileira. O STF conduz as oitivas com firmeza, num momento decisivo para a responsabilização dos golpistas.
Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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