Política · Segurança

PM tortura militantes do MTST e agride mãe com bebê de 4 meses

Um casal militante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) denunciou ter sido sequestrado, torturado e alvo de xenofobia por policiais militares em Uberaba, Minas Gerais. O relato foi feito à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do estado, durante audiência pública realizada na quarta-feira (21). Os abusos ocorreram em duas abordagens distintas, nos dias 30 de abril e 17 de maio.
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Na primeira ação, os militantes, acompanhados de um bebê de 4 meses, uma criança de 3 anos e uma idosa, foram abordados com violência após saírem de uma reunião do movimento. Segundo a denúncia, os PMs utilizaram spray de pimenta, separaram o grupo à força e levaram o casal para locais distintos, sem justificativa legal.

O militante relatou ter sido levado até um canavial, onde foi brutalmente espancado, sofreu fratura em uma costela e choques elétricos na região genital. Sua companheira foi conduzida a um posto policial e agredida com tapas no rosto, o que lhe causou danos na audição. Ambos afirmam ter sido ofendidos por sua origem nordestina, com frases xenofóbicas proferidas pelos agressores.
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A deputada estadual Bella Gonçalves (PSOL), que preside a Comissão de Direitos Humanos da ALMG, cobrou esclarecimentos do comando da Polícia Militar sobre o sumiço temporário do casal, que ficou horas desaparecido após a abordagem. Ela classificou os fatos como gravíssimos e exigiu que os responsáveis sejam identificados e punidos.

Além da brutalidade policial, o caso evidencia o preconceito e a perseguição sofridos por trabalhadores organizados em movimentos populares, especialmente os vindos de outras regiões do país. Os militantes, oriundos do Maranhão, acreditam ter sido alvos de violência institucional justamente por seu engajamento político.

A denúncia reforça a urgência de uma investigação rigorosa e independente sobre os atos de violência, tortura e racismo institucional cometidos por agentes públicos. O Estado não pode compactuar com práticas que violam os direitos fundamentais e colocam em risco a democracia.
Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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