Política · Economia

Em entrevista ao Le Monde, Lula promete barrar a volta da extrema-direita em 2026

Às vésperas de sua visita oficial à França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou seu compromisso com a democracia e declarou, em entrevista ao jornal Le Monde, que não permitirá o retorno da extrema-direita ao poder em 2026. Segundo ele, a solução para a crise política e social que o Brasil enfrentou não é restringir direitos, mas aprofundar a democracia. Lula também abordou temas como meio ambiente, geopolítica e o papel do Brasil no cenário internacional.
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Apesar dos avanços econômicos, Lula reconheceu dificuldades em comunicar os resultados de seu governo, que vêm sendo distorcidos pelas redes sociais dominadas por desinformação e ódio. O presidente também respondeu às críticas sobre a exploração de petróleo na Margem Equatorial, esclarecendo que a perfuração será feita a 500 km do delta do Amazonas e que o Brasil precisa dessa riqueza para investir na transição energética.

No campo da política externa, Lula afirmou que, embora a Rússia tenha cometido um erro ao iniciar a guerra na Ucrânia, os Estados Unidos e a Europa contribuíram para a escalada do conflito. Ele defendeu a manutenção de boas relações com todos os países e justificou sua visita a Moscou como um gesto de respeito às vítimas soviéticas da Segunda Guerra Mundial.
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Sobre a crise em Gaza, o presidente foi contundente ao denunciar as ações de Israel como genocidas. “Não é uma guerra entre exércitos, é o massacre de civis, mulheres e crianças, por uma máquina militar extremamente sofisticada”, afirmou, reforçando sua posição histórica em defesa dos direitos humanos e da autodeterminação dos povos.

Lula também criticou a ineficácia da ONU diante das crises globais e defendeu o reconhecimento do Estado palestino por mais países como um passo essencial para a paz. O presidente voltou a destacar a importância de uma governança internacional mais justa e representativa.

Ao comentar as ameaças de Donald Trump sobre sanções econômicas, Lula ironizou: “Não assusta ninguém. Não vamos pedir autorização a Washington para escolher a moeda que julgarmos mais adequada para os nossos negócios.” Para ele, o BRICS representa uma alternativa sólida de cooperação e desenvolvimento sem submissão às potências tradicionais.
Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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