Política · Justiça

Moraes ironiza advogado de Heleno e expõe nervosismo no STF

Durante audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (10), o ministro Alexandre de Moraes ironizou o advogado de Augusto Heleno, Matheus Milanez, em mais um momento simbólico do processo que expõe o núcleo golpista ligado a Jair Bolsonaro. Ao responder a uma questão de ordem, Moraes brincou: “Doutor, o horário do almoço ainda está longe”, arrancando risos do plenário. Milanez, em tom descontraído, respondeu que havia tomado um “brunch reforçado”.

Assista:

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O comentário de Moraes lembrou um episódio da noite anterior, quando o mesmo advogado tentou adiar a audiência do dia seguinte alegando cansaço e falta de refeições. “Ainda preciso levar o general para casa, e eu mesmo preciso jantar… Excelência, eu só tomei café da manhã hoje”, disse Milanez, numa tentativa frustrada de adiar o depoimento do general Heleno.

Apesar do clima de leveza, a audiência integra a fase final da instrução da ação penal que trata da tentativa de golpe de Estado liderada por Bolsonaro. Nesta terça, foram ouvidos também o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, e o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres. Ainda estão previstos os depoimentos do próprio Bolsonaro, de Paulo Sérgio Nogueira e de Braga Netto — todos citados como membros do “núcleo crucial” da organização criminosa, segundo a Procuradoria-Geral da República.
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Na segunda-feira (9), o STF ouviu o tenente-coronel Mauro Cid, que reafirmou que Bolsonaro teve acesso à minuta do golpe e sugeriu alterações no texto, mantendo inclusive a proposta de prisão do ministro Alexandre de Moraes. Cid relatou ainda a pressão feita por Bolsonaro para que o então ministro da Defesa redigisse um relatório contra as urnas eletrônicas, com um tom agressivo e desmoralizante.

Já o deputado Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, negou ter espionado autoridades e disse que o documento em que contestava o resultado das eleições era apenas um rascunho. Mesmo assim, seu nome permanece no centro das investigações sobre o uso indevido da agência de inteligência para fins políticos.

Com depoimentos e provas cada vez mais contundentes, o processo entra na reta final da instrução. A expectativa é de que, após as oitivas e alegações finais, a Primeira Turma do STF julgue o caso e exponha de forma definitiva a tentativa autoritária de Bolsonaro e seus aliados de romper com a ordem democrática.
Com informações do Brasil 247

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Fonte: Plantão Brasil

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