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Em desespero autoritário, Trump pode militarizar repressão a imigrantes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar os direitos civis ao declarar que pode invocar a Lei da Insurreição, uma norma do século 19, para reprimir os protestos contra suas políticas xenofóbicas de imigração. A declaração foi feita nesta terça-feira (10), em meio à crescente mobilização social contra a violência promovida por agentes do ICE, o serviço de imigração dos EUA.
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A Lei da Insurreição, criada em 1807, permite ao presidente mobilizar tropas do Exército e da Guarda Nacional de determinados estados em caso de distúrbios civis. Trump, que vem classificando os manifestantes como “insurrecionistas pagos”, voltou a acusá-los sem apresentar provas, demonstrando novamente sua disposição em recorrer ao autoritarismo para calar dissidências.

“Vamos ver”, disse Trump sobre a possível aplicação da lei, ao mesmo tempo em que atacava governadores e prefeitos que criticam sua postura. Ele afirmou que áreas de Los Angeles estariam em situação de “insurreição” e acusou os manifestantes de serem “agitadores pagos”, reforçando uma retórica típica de regimes repressivos.
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Os protestos eclodiram após uma violenta operação do ICE em 7 de junho, que resultou em confrontos no centro de Los Angeles. Em resposta, a Casa Branca ordenou o envio de 2 mil membros da Guarda Nacional à cidade, aprofundando ainda mais o conflito. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, denunciou a decisão como uma provocação deliberada e afirmou que a situação só se agravou após a intervenção federal.

Em sua tentativa de responsabilizar os estados por sua própria política desastrosa, Trump culpou Newsom pelas mortes decorrentes dos distúrbios e ameaçou mais repressão. Já a prefeita de Los Angeles, Karen Bass, confirmou a prisão de mais de 100 pessoas, enquanto o governador do Texas, Greg Abbott, também relatou detenções em Austin.
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Ao ameaçar lançar mão de uma lei que já foi usada para reprimir protestos no passado, Trump demonstra que sua prioridade não é a paz social, mas sim manter sua agenda de perseguição e militarização, em detrimento das liberdades civis e dos direitos humanos.
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Com informações da Sputnik

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Fonte: PlantãoBrasil

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