Política · Justiça

Eduardo Bolsonaro distorce fala de Gilmar e ataca STF com teoria da conspiração

Eduardo Bolsonaro, conhecido por sua submissão política a Donald Trump — como bem definiu o presidente Lula — voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) usando uma fala fora de contexto do ministro Gilmar Mendes. O filho “03” do ex-presidente publicou nas redes um vídeo com parte da fala de Gilmar durante o julgamento que discute a responsabilização das big techs por disseminação de ódio, e escreveu em inglês: “se os EUA não estão olhando, a China está”, tentando vincular o STF a uma suposta admiração pelo governo chinês.

Assista:

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A fala de Gilmar, no entanto, não passava de uma metáfora — citando Deng Xiaoping — usada para defender a criação de um órgão de regulação das redes sociais no Brasil. Ele disse que “o importante não é a cor do gato, mas se ele caça o rato”, destacando que o objetivo é garantir o bom funcionamento da democracia diante da atuação nociva de plataformas que alimentam a extrema direita com desinformação.

Como de costume, Carlos Bolsonaro entrou na onda com um texto confuso em que tenta dizer que o STF articula uma espécie de censura “chinesa” para impedir questionamentos eleitorais em 2026 — um delírio típico de quem ainda não aceitou a derrota nas urnas em 2022. Ele acusou os ministros de “orquestrarem tudo para justificar o passado”.



Outro fiel seguidor do bolsonarismo, o deputado Gustavo Gayer (PL-GO), correu para reproduzir a narrativa em vídeo, afirmando — de maneira distorcida — que o STF teria confessado admirar “um regime totalitário comunista”. Ignora-se, convenientemente, que a frase usada por Gilmar é há décadas aplicada por economistas liberais do Ocidente.
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Assista:

A extrema-direita tenta transformar um debate sério sobre regulação digital em mais uma teoria da conspiração contra o STF. A estratégia busca blindar big techs que lucram com a desinformação e criar um clima de paranoia ideológica que desvie o foco dos crimes cometidos pelo clã Bolsonaro.

A fala de Gilmar Mendes, longe de ser uma ode ao comunismo, aponta para a urgência de conter abusos nas redes e proteger a democracia brasileira da sabotagem virtual comandada por bolsonaristas e seus aliados bilionários.
Com informações da Fórum

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Fonte: Plantão Brasil

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