Política · Justiça

Bolsonaro quer eleição sem Lula e sugere nova ação golpista. Não aceita derrota

Mesmo inelegível, prestes a ser condenado e com a prisão no horizonte, Jair Bolsonaro voltou a flertar com o golpismo em uma entrevista à rádio bolsonarista AuriVerde Brasil. Ele afirmou que, “se tudo continuar como está”, o presidente Lula será reeleito em 2026 sem que se possa “questionar” o resultado. Mais uma vez, o ex-presidente lança insinuações irresponsáveis, ignorando a democracia e tentando emplacar o discurso de fraude, já derrotado nas urnas e nos tribunais.
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Bolsonaro critica decisões do STF e do TSE que, segundo ele, favorecem o PT, mesmo sem apresentar qualquer prova. Ele cita, por exemplo, a proibição de associar Lula a ditaduras nas propagandas eleitorais de 2022, como se isso fosse justificativa para questionar o processo democrático. A fala é reveladora: sem sequer estar na disputa, ele já articula uma nova tentativa de desestabilizar o país caso o resultado da eleição não seja o que ele deseja.

O ex-presidente, ainda com forte influência sobre a extrema-direita, tenta manter sua base radical mobilizada, mesmo diante das investigações que atingem seu clã. Na entrevista, mencionou a “perseguição” contra seus filhos, em especial Eduardo Bolsonaro, alvo de inquérito que pode barrar sua candidatura ao Senado. Já Carlos Bolsonaro é investigado no escândalo da Abin paralela, que monitora adversários políticos.
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Bolsonaro, com tom conspiratório, reforça o que já está claro: se ele ou seus aliados não vencerem, a eleição será “fraudada” e, portanto, passível de “contestação”. Trata-se do mesmo roteiro de 2022, agora reciclado para 2026, com o agravante de que o ex-presidente já é réu por tentativa de golpe e conspiração contra a democracia.

Pesquisas mostram Lula na liderança para 2026, com vantagem sobre Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro. Bolsonaro, mesmo fora da disputa, tenta ditar as regras do jogo, usando mentiras e ameaças veladas para enfraquecer o sistema eleitoral e fomentar o caos.

O que Bolsonaro deseja não é uma eleição justa, mas um golpe de novo tipo, no qual a democracia só vale se ele for o vitorioso. Cabe às instituições estarem atentas e à sociedade rejeitar mais essa chantagem antidemocrática.

Com informações da Fórum

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Fonte: Plantão Brasil

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