Política · Economia

Centrão derrota governo e barra isenção do IR para pobres para proteger milionários

Em meio ao acirramento das tensões entre o Palácio do Planalto e setores do Congresso liderados por figuras da velha política, a tramitação do projeto de lei que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil mensais está paralisada. A proposta, essencial para o avanço das políticas sociais do presidente Lula, foi travada sem nova previsão de análise, numa clara tentativa de sabotagem por parte da oposição disfarçada de centrão.
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Arthur Lira, presidente da Câmara e relator da proposta, chegou a prometer apresentar o parecer preliminar na última sexta-feira (27), mas recuou diante do clima hostil alimentado pelos próprios aliados. Segundo relatos, Lira preferiu adiar a apresentação do texto para evitar “ataques” durante o debate. Ou seja, joga com o desgaste do governo enquanto retém um projeto popular.

A crise se intensificou após a Câmara, em manobra articulada, rejeitar o decreto legislativo que anulava o aumento do IOF, imposto ajustado pelo governo como medida responsável para equilibrar o orçamento de 2024 e 2025. No Senado, a sabotagem foi referendada em votação simbólica, escondendo os nomes dos parlamentares que votaram contra os interesses do povo.
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Nos bastidores, os motivos do impasse são escancaradamente corporativos: parlamentares exigem o pagamento de emendas, algumas até de anos anteriores, e se ressentem das críticas feitas por membros do governo às pautas irresponsáveis que colocam em risco as contas públicas. Também pressionam por medidas como o veto derrubado que poderá aumentar a conta de luz.

Fernando Haddad, ministro da Fazenda e alvo preferencial dos ataques, tem sido coerente em defender um ajuste fiscal com justiça social, mirando a taxação dos super-ricos. No entanto, deputados ligados a Lira e aliados bolsonaristas como Hugo Motta (Republicanos-PB) insistem em barrar esse projeto, defendendo cortes de gastos que penalizam os mais pobres.

Enquanto isso, parlamentares alinhados com o Planalto denunciam a hipocrisia dos que se dizem preocupados com a arrecadação, mas protegem os milionários que pagam menos imposto proporcionalmente que o trabalhador comum. O próprio Arthur Lira reconhece que é improvável votar o projeto no curto prazo, mesmo admitindo seu amplo apoio popular. A alegação: falta de consenso sobre como compensar a renúncia fiscal – um problema que muitos preferem manter para proteger privilégios.

Com informações do Brasil 247

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Fonte: Plantão Brasil

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