Política

Bolsonaro se isola: Michelle e Nikolas fogem de ato esvaziado na Paulista

O fracasso do ato convocado por Jair Bolsonaro em São Paulo escancarou o enfraquecimento e a desarticulação do bolsonarismo. Com apenas cerca de 12 mil pessoas, segundo levantamento da USP, o evento foi menor do que o já esvaziado protesto de abril na mesma Avenida Paulista, frustrando as expectativas de uma grande mobilização para demonstrar força diante do cerco jurídico que se fecha contra o ex-presidente.
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Chamou atenção a ausência de duas figuras centrais da extrema-direita: Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira. O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, alegou que Michelle estava em Roraima, em agenda do PL Mulher, e Nikolas em um casamento. As explicações soaram como desculpas esfarrapadas, evidenciando o mal-estar interno no grupo bolsonarista.

A ausência de Michelle, em especial, é simbólica. Diante da gravidade da situação enfrentada por Bolsonaro, esperava-se que a ex-primeira-dama estivesse ao lado do marido no que pode ser um dos últimos atos antes de uma possível prisão. Sua escolha por uma agenda paralela reforça a percepção de distanciamento e de que até aliados próximos já começam a se preservar.
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A justificativa de Nikolas, por sua vez, reforça o desprestígio do evento. Se o casamento foi mais importante do que estar presente num ato que pretendia demonstrar “força” contra o avanço das investigações, o recado está dado: há um racha, e o medo de exposição pode estar afastando os que antes surfavam na onda bolsonarista.

Bolsonaro, que no passado arrastava multidões, agora atrai um público restrito aos setores mais radicais e fanáticos. A decadência numérica é reflexo direto do desgaste político, do medo da cadeia e da perda de controle sobre a narrativa. A tentativa de vitimização não convence nem seus aliados mais próximos.

Esse esvaziamento revela uma crise profunda de articulação política. Parlamentares e lideranças do próprio PL já demonstram sinais de que preferem se afastar da figura tóxica de Bolsonaro. O bolsonarismo pode até sobreviver como nicho ideológico, mas sua força institucional está desmoronando.

Com informações da Fórum

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Fonte: Plantão Brasil

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