Política · Justiça

BOMBA! PGR rejeita perdão a Mauro Cid e aponta omissão de fatos graves

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se posicionou contra o perdão judicial ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, afirmando que ele omitiu fatos importantes e agiu de forma ambígua durante o cumprimento de seu acordo de delação premiada. Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal, Gonet declarou que a colaboração foi apenas parcial e recomendou a redução de um terço da pena, mas não a extinção dela.
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A análise do chefe da PGR integra a fase final do processo que trata da tentativa de golpe de Estado articulada por Bolsonaro e seus aliados. Cid é um dos réus, acusado de envolvimento direto na tentativa de subversão da ordem democrática e de outros crimes graves cometidos dentro e fora do Palácio do Planalto. Segundo Gonet, a omissão de Cid gerou prejuízos relevantes ao processo penal e ao interesse público.

O militar, que inicialmente teve homologado pelo STF um acordo que previa até perdão total, agora pode perder esse benefício. Com base nas acusações formais, ele pode ser condenado a até 43 anos de prisão. O novo parecer da PGR enfraquece a possibilidade de uma pena branda, como previsto anteriormente em sua delação homologada por Alexandre de Moraes.
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Gonet apontou que, embora Cid tenha entregado informações importantes, ele escolheu esconder parte relevante dos fatos, comprometendo sua credibilidade como colaborador. O procurador destacou que os benefícios legais exigem uma colaboração sincera, completa e guiada pela boa-fé, o que não foi plenamente demonstrado neste caso.

Na prática, a nova recomendação da PGR impede que Cid converta eventual pena de prisão em penas alternativas, como prestação de serviços. A consequência direta seria o endurecimento da punição, caso seja condenado pelos crimes investigados. Para Gonet, a narrativa seletiva adotada por Cid revela um esforço de proteger parte do esquema criminoso.

Cabe ao ministro Alexandre de Moraes e aos demais membros da Primeira Turma do STF a decisão final sobre os benefícios que serão mantidos ou revogados. A delação de Mauro Cid era uma das apostas do bolsonarismo para tentar blindar seus líderes, mas agora enfrenta sérias dúvidas quanto à sua validade.

Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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