Fuga aos EUA pode levar Eduardo Bolsonaro à perda de cargos e à lista da Interpol, diz especialista

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) enfrentará consequências devastadoras caso permaneça nos Estados Unidos, segundo análise do jurista Marcelo Uchôa, membro da Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos. Em publicação no X neste sábado (19), Uchôa detalhou o desfecho jurídico iminente: cassação do mandato, perda do cargo na Polícia Federal, julgamento à revelia por crimes contra o Estado e inclusão na lista da Interpol como foragido internacional.
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A sentença política é clara: após 120 dias de ausência no parlamento, Eduardo será substituído por seu suplente, perdendo o mandato. Paralelamente, abandonará o cargo de escrivão da PF – que ocupa através de licença questionável – ultrapassando o limite de três anos permitido para "tratamento de assuntos particulares". Mas o núcleo da crise é penal: "Ele será responsabilizado por crimes contra o Estado brasileiro, especialmente o artigo 359-L do Código Penal, que pune atentados à democracia e à soberania", afirmou Uchôa.
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O jurista enfatizou que o filho de Bolsonaro será julgado mesmo ausente. A condenação à revelia suspenderá seus direitos políticos e permitirá a emissão de um mandado internacional de captura via Interpol – tornando-o caçado em 195 países. "Sua permanência nos EUA já configura fuga. Pode entrar na lista da Interpol antes mesmo do fim do processo", alertou, lembrando que as sanções aplicam-se a crimes como articulação do tarifaço com Trump e ataques ao STF.
O contexto é explosivo: Eduardo está no epicentro do inquérito do golpe, onde o ministro Alexandre de Moraes já determinou a juntada de suas postagens antissupremo aos autos. Enquanto isso, seu pai, Jair Bolsonaro, usa tornozeleira eletrônica e aguarda julgamento marcado para outubro. Para Uchôa, a fuga é "tática desesperada de quem sabe que as provas são irrefutáveis".
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Com informações do Brasil247
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Fonte: PlantãoBrasil

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