Lula considera irreversíveis tarifas de Trump e prepara ofensiva comercial contra os EUA

O governo Lula encara como irreversível a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros por Donald Trump, com prazo final em 1º de agosto. Fontes do Planalto afirmam à BBC que dificilmente o presidente norte-americano recuará, como fez com China e União Europeia. A avaliação é de que as medidas têm caráter explicitamente político, vinculadas ao julgamento de Bolsonaro no STF – como demonstra carta de Trump atacando a "caça às bruxas" contra o ex-presidente.
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Diante da intransigência, o Brasil ativa estratégia tripla. A diplomacia mantém canais abertos com o Representante Comercial dos EUA (USTR), sob coordenação do vice-presidente Geraldo Alckmin. Paralelamente, uma missão parlamentar liderada pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS) viajará a Washington para alertar congressistas sobre o impacto nos preços do café e suco de laranja para consumidores americanos.
O terceiro eixo é a preparação de retaliações. Técnicos da Fazenda e MDIC estudam respostas como quebra de patentes de medicamentos e taxação agressiva de big techs. Em discurso na UNE, Lula antecipou: "Vamos cobrar impostos das empresas americanas digitais". Embora a Fazenda tenha negado medidas imediatas, fontes revelam que decisões finais aguardam aval presidencial direto.
O governo monitora com alarme a atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA. O deputado licenciado, radicado em solo americano, é apontado como articulador extraoficial das tarifas. Para assessores de Lula, a crise transcende o econômico: é a escalada do eixo ideológico bolsonarista-trumpista contra a democracia brasileira.
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Com informações da BBC News
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Fonte: PlantãoBrasil

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