Bolsonaristas montam cenário para entrevista proibida, mas Bolsonaro se acovarda

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A articulação começou no fim de semana, com Bolsonaro recluso em casa, usando tornozeleira eletrônica e falando ao telefone com nomes como Ciro Nogueira, Damares Alves, Silas Malafaia e o líder da bancada do PL, Sóstenes Cavalcante. A missão era clara: transformar o Congresso no quartel-general da desordem bolsonarista. A tropa de choque chegou cedo em Brasília, armou até uma coletiva com placa em nome do “38º presidente”, mas voltou de mãos abanando: a presidência da Câmara, sob Hugo Motta, proibiu reuniões de comissões até 1º de agosto.
A placa com o nome de Jair Bolsonaro já estava pronta na mesa. O PL queria transformar a Câmara num palco de provocação e confronto direto com a decisão do ministro Alexandre de Moraes.
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) July 22, 2025
Era uma encenação planejada para gerar o momento da prisão — e depois gritar “ditadura”.… pic.twitter.com/FVxB0QpsJA
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Mesmo com a ordem da Casa, 23 deputados bolsonaristas tentaram abrir sessão da Comissão de Segurança Pública para aprovar moções de apoio ao “mito”, em mais um episódio que escancarou o desrespeito da extrema-direita à legalidade democrática. Na saída frustrada, rumaram ao diretório do PL para reuniões improvisadas com Bolsonaro, que se manteve escondido — e mudo, diante do risco de prisão iminente por descumprir medidas cautelares.
O plano bolsonarista envolvia ainda um novo gabinete do ódio, agora liderado por Gustavo Gayer (PL-GO), que seria o responsável por espalhar mentiras, promover hashtags e incendiar o debate público. Outras duas frentes foram criadas: uma para mobilizar extremistas nas ruas, com Zé Trovão e Rodolfo Nogueira, e outra de articulação no Congresso, comandada por Cabo Gilberto. Tudo isso para gerar instabilidade institucional e tentar salvar Bolsonaro da cadeia.
TRAIDORES
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) July 22, 2025
Hoje, em plena Câmara dos Deputados, Casa do Povo Brasileiro, parlamentares da extrema-direita hastearam uma bandeira de Trump, símbolo de uma potência estrangeira que quer impor sanções ao Brasil.
Enquanto o país luta contra o tarifaço e defende sua soberania, eles… pic.twitter.com/FLKi2pBS75
Enquanto Flávio Bolsonaro curte férias na Europa, bolsonaristas tentam encenar no Brasil um teatro de perseguição política para justificar ataques à Justiça e evitar que Jair e Eduardo Bolsonaro sejam punidos por seus crimes. O povo, no entanto, está atento. A tentativa de tumultuar o Congresso em pleno recesso escancarou o desespero de quem vê a prisão se aproximar.
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A reação do presidente da Câmara e o alerta do STF mostram que as instituições seguem firmes. Bolsonaro tentou transformar o Parlamento em palanque para golpismo e acabou expondo a fragilidade do próprio grupo. O golpe 2.0 começou como farsa — e terminará como cadeia.
Olha aí, presidente ?@HugoMottaPB? , manda tudo que é valentão para comissão de ética. Chegaram a abrir o painel e marcar presença em reunião vedada pela mesa diretora. A extrema direita não respeita as regras democráticas, a estratégia é de golpe continuado. pic.twitter.com/BwIdU5i1WQ
— Rogério Correia (@RogerioCorreia_) July 22, 2025
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Fonte: Plantão Brasil

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