Política · Justiça · Segurança

Bolsonaristas montam cenário para entrevista proibida, mas Bolsonaro se acovarda

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a desafiar o STF nesta terça-feira (22), mas se acovardou na hora de encarar as consequências. Após mobilizar deputados e senadores bolsonaristas em plena terça-feira de recesso, Bolsonaro não apareceu na Câmara dos Deputados por medo de ser preso, frustrando o início do que aliados chamavam de “resistência” — na prática, uma tentativa de golpe 2.0 para desafiar o Supremo Tribunal Federal e tumultuar a democracia.
[bn1][/bn1]
A articulação começou no fim de semana, com Bolsonaro recluso em casa, usando tornozeleira eletrônica e falando ao telefone com nomes como Ciro Nogueira, Damares Alves, Silas Malafaia e o líder da bancada do PL, Sóstenes Cavalcante. A missão era clara: transformar o Congresso no quartel-general da desordem bolsonarista. A tropa de choque chegou cedo em Brasília, armou até uma coletiva com placa em nome do “38º presidente”, mas voltou de mãos abanando: a presidência da Câmara, sob Hugo Motta, proibiu reuniões de comissões até 1º de agosto.

[bn2][/bn2]
Mesmo com a ordem da Casa, 23 deputados bolsonaristas tentaram abrir sessão da Comissão de Segurança Pública para aprovar moções de apoio ao “mito”, em mais um episódio que escancarou o desrespeito da extrema-direita à legalidade democrática. Na saída frustrada, rumaram ao diretório do PL para reuniões improvisadas com Bolsonaro, que se manteve escondido — e mudo, diante do risco de prisão iminente por descumprir medidas cautelares.

O plano bolsonarista envolvia ainda um novo gabinete do ódio, agora liderado por Gustavo Gayer (PL-GO), que seria o responsável por espalhar mentiras, promover hashtags e incendiar o debate público. Outras duas frentes foram criadas: uma para mobilizar extremistas nas ruas, com Zé Trovão e Rodolfo Nogueira, e outra de articulação no Congresso, comandada por Cabo Gilberto. Tudo isso para gerar instabilidade institucional e tentar salvar Bolsonaro da cadeia.


Enquanto Flávio Bolsonaro curte férias na Europa, bolsonaristas tentam encenar no Brasil um teatro de perseguição política para justificar ataques à Justiça e evitar que Jair e Eduardo Bolsonaro sejam punidos por seus crimes. O povo, no entanto, está atento. A tentativa de tumultuar o Congresso em pleno recesso escancarou o desespero de quem vê a prisão se aproximar.
[bn2][/bn2]
A reação do presidente da Câmara e o alerta do STF mostram que as instituições seguem firmes. Bolsonaro tentou transformar o Parlamento em palanque para golpismo e acabou expondo a fragilidade do próprio grupo. O golpe 2.0 começou como farsa — e terminará como cadeia.

Com informações da Fórum

Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: [email protected]

Fonte: Plantão Brasil

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaRicharlison denuncia Flávio Bolsonaro e pede intervenção da PF em disputa por mansão