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Paulo Figueiredo, foragido nos EUA, será julgado por envolvimento em golpe

O influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, conhecido por articular ações internacionais com Eduardo Bolsonaro, deve se tornar réu ainda neste semestre por envolvimento na tentativa de golpe contra as instituições brasileiras. A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) já foi enviada à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda análise. Apesar de foragido nos Estados Unidos, Figueiredo teve a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, que também cancelou seu passaporte e nomeou a Defensoria Pública da União (DPU) para sua defesa, diante da ausência de advogado constituído.
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Figueiredo, neto do último ditador do regime militar, usou suas redes sociais para ironizar o processo, mesmo alegando não ter sido formalmente notificado. Para Moraes, no entanto, há "ciência inequívoca" das acusações, evidenciada pelos próprios vídeos do investigado, onde afirma que será julgado à revelia. A DPU argumenta que ele apenas fez manifestações políticas, mas a denúncia aponta seu papel central em vazar documentos com o intuito de pressionar militares a aderirem ao golpe.

Com forte atuação nos bastidores, Figueiredo também é acusado de influenciar o governo de Donald Trump, de quem já foi sócio. Junto com Eduardo Bolsonaro, teria articulado as sanções econômicas contra o Brasil, como a tarifa de 50% imposta recentemente por Trump. Em vídeos no YouTube, Figueiredo atacou o STF e o ministro Alexandre de Moraes, alcançando mais de 10 milhões de visualizações e faturando milhares de dólares com o conteúdo golpista.

O próprio Eduardo Bolsonaro reconheceu o papel estratégico de Figueiredo: “Eu abro a porta, eu sou o coração, mas você é o cérebro”, disse o deputado em vídeo. Os dois, segundo o Estadão, operam diretamente nos Estados Unidos contra os interesses nacionais, ignorando as tentativas diplomáticas do governo brasileiro e dos senadores que buscaram reverter as sanções impostas.
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Em nova afronta, Figueiredo afirmou que não há diálogo possível com o Congresso americano sem que o Brasil atenda às exigências de Trump, deixando claro seu alinhamento com uma agenda estrangeira antidemocrática. Moraes, ao abrir nova ação penal contra os golpistas, destacou que o influenciador só tem influência entre militares por ser neto do ex-ditador, e apontou sua covardia por atacar o Brasil à distância.

Enquanto Eduardo é investigado por coação ao STF e conspiração internacional, Figueiredo ainda responde apenas à denúncia do golpe. Mas sua iminente transformação em réu marca mais uma etapa na responsabilização dos articuladores da tentativa de ruptura institucional promovida pelo bolsonarismo — agora com ramificações internacionais.

Com informações do Brasil 247

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Fonte: Plantão Brasil

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