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Criador da Lei Magnitsky desmascara Trump e nega que Moraes viole direitos humanos

O investidor norte-americano William Browder, criador da Lei Magnitsky, desmontou nesta quarta-feira (30) a tentativa do governo Trump de usar a legislação para atacar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Segundo Browder, Moraes não se enquadra em nenhuma das categorias previstas pela lei que ele mesmo ajudou a criar. “Pelo que sei, o juiz brasileiro Moraes não se encaixa em nenhuma dessas categorias”, afirmou.
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Browder afirmou que passou anos batalhando pela aprovação da Lei Magnitsky com o objetivo de punir “violadores graves dos direitos humanos e cleptocratas”. Sem citar diretamente o presidente Donald Trump ou os bolsonaristas, o investidor deixou claro que a medida contra Moraes não tem base legal. A declaração do criador da lei reforça a denúncia de que os ataques ao ministro do STF são motivados por interesses políticos e pressões da extrema-direita internacional.


A sanção contra Moraes foi anunciada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. O pretexto usado pelos EUA foi a absurda acusação de que Moraes teria perseguido Jair Bolsonaro e seus aliados criminosos. Segundo o governo Trump, ele teria autorizado “prisões arbitrárias” e “censurado opositores”, em clara tentativa de criminalizar a defesa da democracia brasileira.
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É a primeira vez que a Lei Magnitsky é usada contra uma autoridade do Brasil — e logo para atacar quem liderou a resistência ao golpe fracassado de 8 de janeiro. A legislação já havia sido usada anteriormente contra juízes venezuelanos, também em contextos politicamente motivados por interesses geopolíticos dos Estados Unidos.
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William Browder é fundador do fundo Hermitage Capital Management, expulso da Rússia após denunciar um esquema de corrupção bilionário envolvendo oligarcas ligados a Vladimir Putin. Seu advogado, Sergei Magnitsky, morreu em uma prisão russa em 2009, após revelar o escândalo. O episódio deu origem à campanha internacional que culminou na criação da lei sancionada por Barack Obama em 2012.

Desde então, a legislação vem sendo usada para punir criminosos de guerra e violadores de direitos humanos. Não é o caso de Moraes, que hoje é alvo de uma ofensiva bolsonarista dentro e fora do Brasil. Com a fala de Browder, o mundo começa a enxergar que os ataques ao ministro fazem parte de uma manobra de quem deseja desestabilizar a soberania e a democracia brasileiras.

Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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