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PF revela pedido de asilo de Bolsonaro a Milei e ele pode ser preso antes do julgamento

A duas semanas do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que pode condená-lo por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro mergulha ainda mais em crise. Um relatório da Polícia Federal enviado ao ministro Alexandre de Moraes aponta que o ex-presidente descumpriu medidas judiciais, tentou obstruir investigações e até buscou rotas de fuga internacionais.
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Os investigadores revelam que Bolsonaro enviou mais de 300 mensagens e vídeos pelo WhatsApp mesmo após a proibição do STF de usar redes sociais, determinada em 21 de julho. O volume, a velocidade e o formato das mensagens reproduziam a lógica das “milícias digitais”, demonstrando que ele seguia articulando uma máquina de desinformação. Para a PF, isso configura descumprimento reiterado da decisão judicial.


O relatório também trouxe à tona um rascunho de pedido de asilo político para a Argentina, endereçado ao presidente de extrema direita Javier Milei. A descoberta reforça o risco de fuga, um dos critérios para prisão preventiva segundo o Código de Processo Penal.


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As apurações ainda apontam para o envolvimento de Silas Malafaia, que funcionava como conselheiro político de Bolsonaro e mantinha contato com aliados de Donald Trump. Áudios apreendidos mostram tentativas de pressionar o STF e de buscar uma “anistia” para interromper os processos. Moraes determinou a apreensão do celular e do passaporte do pastor.

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A movimentação financeira suspeita também pesa contra o ex-presidente. Em 21 de fevereiro de 2024, um dia antes de depor à PF, Bolsonaro transferiu R$ 2 milhões para Michelle Bolsonaro sem informar a operação às autoridades. Paralelamente, Eduardo Bolsonaro utilizou a conta da própria esposa para movimentar recursos enviados pelo pai, num esquema que sugere ocultação patrimonial e tentativa de escapar de bloqueios judiciais.

Juristas ouvidos avaliam que o conjunto de provas — descumprimento de cautelares, risco de fuga e obstrução de investigações — já atende aos requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal para decretar prisão preventiva. Agora, Bolsonaro terá de depor à PF até esta sexta-feira (22) e a Procuradoria-Geral da República tem 48 horas para se manifestar sobre o indiciamento do ex-presidente e de Eduardo. A decisão sobre a prisão pode ser tomada ainda antes do julgamento do golpe no STF.

Ouça ÍNTEGRA da troca de áudios entre Bolsonaro e Malafaia interceptada pela PF:

Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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