Defesa de Bolsonaro alega que WhatsApp "não é rede social" para tentar anular provas

Em manobra desesperada para tentar anular provas colhidas pela Polícia Federal, a defesa de Jair Bolsonaro está argumentando que o WhatsApp "não é uma rede social" e portanto não estaria sujeito às mesmas regras de validação de conteúdo digital. A tese surreal foi apresentada em novo recurso ao STF que tenta descaracterizar as milhares de mensagens que comprovam a organização de crimes contra a democracia.
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"É o ápice do absurdo jurídico. Depois de não conseguirem negar o conteúdo criminoso das mensagens, inventam que a plataforma não existe", ironizou um procurador da República que acompanha o caso. As mensagens de WhatsApp são parte central das provas que vinculam Bolsonaro a esquemas de desinformação, articulação de golpe e corrupção.
Juristas especializados em direito digital explicam que a argumentação não tem qualquer base legal: "O WhatsApp é sim uma rede social e suas mensagens têm pleno valor probatório, como já reconheceram todos os tribunais do país", afirmou uma professora de direito da FGV. A tese bolsonarista ignoraria ainda que a própria plataforma se define como "rede social de mensagens instantâneas".
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A estratégia da defesa revela o nível de desespero diante das provas esmagadoras coletadas pela PF. "Quando as provas são incontestáveis, resta aos advogados inventarem realidades alternativas", comentou um ministro do STF sob condição de anonimato.
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Analistas veem a manobra como mais uma tentativa de protelar os processos e confundir o Judiciário. "É claro que sabem que a tese é ridícula, mas querem ganhar tempo e criar factoides para a base radical", avaliou um cientista político.
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Com informações da CNN
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Fonte: PlantãoBrasil

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