Após denúncia da PGR, Moraes acelera extradição de ex-assessor

Eduardo Tagliaferro, ex-coordenador da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a gestão do ministro Alexandre de Moraes, é acusado pela Polícia Federal de vazar informações sigilosas e obstruir investigações sobre redes de desinformação. Tagliaferro, que atuou diretamente sob o comando de Moraes entre 2022 e 2023, teria usado sua posição para divulgar deliberadamente dados internos visando sabotar apurações sobre ataques golpistas.
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Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Tagliaferro acessou ilegalmente sistemas restritos do TSE e repassou conversas internas, relatórios de inteligência e detalhes operacionais para aliados políticos ligados ao bolsonarismo. "Ele agiu como um agente duplo: ocupava cargo de confiança enquanto trabalhava para desestabilizar as próprias instituições que jurara proteger", afirmou um delegado da PF envolvido nas investigações.
O esquema de vazamentos teria como objetivo principal prejudicar investigações sobre financiadores de campanhas de desinformação e milícias digitais. Tagliaferro chegou a conceder entrevistas afirmando ter "medo de Moraes", mas a PF identificou que ele mesmo produzia e distribuía materiais seletivos para criar narrativas de perseguição política.
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O caso revela a sofisticação da infiltração golpista dentro do próprio Estado brasileiro. Tagliaferro tinha acesso a informações sensíveis sobre operações de combate à desinformação e as usava para alertar investigados. Sua atuação só foi descoberta através de uma operação conjunta da PF com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
O ministro Moraes determinou o bloqueio de bens do ex-assessor e encaminhou o caso à PGR, que já formalizou denúncia por violação de sigilo funcional, obstrução de Justiça e associação criminosa. Tagliaferro deixou o Brasil antes das prisões preventivas determinadas pela Justiça e segue foragido.
O episódio levou o TSE a reformular completamente seus protocolos de segurança e revisar todos os acessos a sistemas sensíveis. "Foi uma lição dolorosa, mas necessária, sobre até onde os inimigos da democracia estão dispostos a ir", comentou uma fonte do tribunal.
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Com informações do jornal O Globo
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Fonte: PlantãoBrasil

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