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Vizinhos tentam se proteger do caos causado por Bolsonaro em prisão domiciliar

Desde que Jair Bolsonaro (PL) foi confinado em prisão domiciliar no condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, a rotina dos moradores precisou ser alterada. A administração do local já emitiu ao menos dois comunicados oficiais para conter boatos e disciplinar situações provocadas pela presença do ex-presidente.
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O primeiro aviso, publicado em 12 de agosto, tratou do uso de drones, prática que aumentou após a chegada de Bolsonaro. A nota lembrou que o sobrevoo sem consentimento pode configurar invasão de privacidade. “Constatado que um drone esteja causando incômodo ou preocupação ao sobrevoar áreas comuns ou frações ideais, a equipe de segurança envidará esforços para identificar o operador e registrar a ocorrência”, dizia o comunicado.

O segundo texto buscou acalmar moradores após mensagens em grupos de WhatsApp sugerirem a “expulsão” do ex-capitão do condomínio. A administração negou essa possibilidade, classificando a hipótese como “inexistente e atípica”, já que não encontra respaldo legal. Medidas do tipo só seriam possíveis em caso de descumprimento reiterado das regras internas, o que não se aplica no momento.
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Enquanto o condomínio tenta manter alguma normalidade, o cerco judicial se intensifica. Na última terça-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia do Distrito Federal faça o monitoramento em tempo real da prisão domiciliar de Bolsonaro. A corporação poderá decidir se usará agentes armados e uniformizados na vigilância.

A Polícia Federal (PF) chegou a oferecer reforço, mas considerou que, para garantir a eficácia, seria preciso colocar agentes dentro da casa do ex-presidente. Bolsonaro vive em uma mansão alugada no Solar de Brasília, endereço de alto padrão a cerca de 20 minutos do Congresso Nacional.

Em 2023, um levantamento apontou que imóveis no condomínio chegam a custar até R$ 90 mil mensais em aluguel. Foi justamente nesse endereço que a PF realizou uma operação em 18 de julho, data em que Bolsonaro passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. O luxo da residência contrasta com a condição de réu e reforça a sensação de privilégio diante de milhões de brasileiros que não teriam jamais o mesmo tratamento.

Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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