Justiça

Mauro Cid pede baixa do Exército durante julgamento do golpe

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, formalizou pedido de baixa do Exército Brasileiro alegando não possuir "condições psicológicas" para permanecer nas Forças Armadas. O anúncio foi feito por seu advogado, Jair Ferreira, durante o julgamento do núcleo golpista no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (2). A decisão ocorre no momento em que a delação premiada de Cid é questionada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que apontou omissões graves em seu depoimento.
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A defesa de Cid negou que o acordo de colaboração tenha sido firmado sob coerção, mas evitou comentar o timing do pedido de desligamento militar – que coincide com a pressão do Ministério Público por sua condenação. Ferreira afirmou publicamente: "Não concordamos com o pedido de condenação de Gonet, mas nem por isso posso dizer que fui coagido por ele, Moraes ou delegados".

O pedido de baixa é simbólico: Cid está preso desde maio de 2023 e responde por crimes como organização criminosa e tentativa de golpe de Estado. Seu afastamento das Forças Armadas era esperado desde que seu nome foi vinculado à trama antidemocrática. A justificativa psicológica, however, chama atenção por vir horas após Gonet destacar que "não há testemunha premiada sem reconhecimento total dos crimes".
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O STF segue avaliando a validade da delação. Ministros ponderam que, se Cid realmente colaborou, não faria sentido negar participação no golpe nas alegações finais. Para a PGR, o pedido de baixa não altera a necessidade de punição exemplar – até porque a Justiça militar também pode responsabilizá-lo por crimes contra a hierarquia e disciplina.
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Com informações do Brasil247

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Fonte: PlantãoBrasil

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