Moraes: "Brasil quase voltou à ditadura por organização criminosa de Bolsonaro"

O ministro Alexandre de Moraes fez nesta terça-feira (9) a mais contundente denúncia já proferida no julgamento da tentativa de golpe de 2022, revelando que o Brasil esteve à beira de retornar a uma ditadura por ação de "organização criminosa liderada por Jair Bolsonaro". Em votação histórica na Primeira Turma do STF, o relator detalhou como o grupo golpista planejou meticulosamente a ruptura democrática, incluindo o assassinato do presidente Lula, do vice Alckmin e do próprio Moraes sob os codinomes "Punhal Verde-Amarelo" e "Operação Copa 2022".
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"Estamos esquecendo que o Brasil quase voltou a uma ditadura de 20 anos porque uma organização criminosa não sabe perder eleições", afirmou Moraes, destacando que a alternância de poder é princípio fundamental da democracia. O ministro relacionou o atentado com bomba no aeroporto de Brasília - que "por pouco não explodiu e mataria centenas" - com os acampamentos golpistas em quartéis e a posterior invasão dos Três Poderes em 8 de janeiro.
A exposição de Moraes baseia-se em provas robustas: desde a delação de Mauro Cid até vídeos onde o general Braga Netto incentivava militantes mesmo após a derrota eleitoral. O relator deixou claro que não se tratou de ação improvisada, mas de plano detalhado para tomar o power à força - exatamente como nas piores ditaduras da região.
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O julgamento, que segue com votação dos demais ministros, representa o acerto de contas da democracia com aqueles que tentaram destruí-la. Como afirmou Moraes: "Não foram crimes passionais, mas projeto organizado para romper o Estado Democrático". A condenação exemplar será lição histórica: golpistas não ficarão impunes.
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Com informações do Brasil247
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Fonte: PlantãoBrasil

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