Política · Justiça

Hugo Motta afrouxa, acelera pauta da anistia e acende alerta no Planalto

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comunicou a líderes partidários que pretende votar já nesta quarta-feira (17) a urgência do projeto de lei que concede anistia a condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. A movimentação ocorre um dia depois da análise da PEC da Blindagem, que já gerou forte polêmica no Congresso.
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Segundo relatos, Motta tratou do assunto em reunião com líderes e antecipou a decisão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante um almoço no Palácio da Alvorada. Na ocasião, Lula reafirmou de forma categórica sua posição contrária a qualquer perdão aos criminosos que atentaram contra a democracia.

O avanço da pauta vem em meio ao desespero bolsonarista após a condenação definitiva de Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal. Aliados como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) pressionam para abrir caminho à anistia, na tentativa de blindar cúmplices do golpe e aliviar a barra do clã Bolsonaro.
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Apesar da pressão da extrema direita, Hugo Motta tem dito a interlocutores que não defende uma anistia “ampla, geral e irrestrita”, como pede a oposição. Ainda assim, a simples possibilidade de votação acendeu sinal de alerta no Planalto. O governo avalia medidas emergenciais para barrar a manobra, incluindo a convocação de ministros que também são deputados para reassumirem seus mandatos e reforçarem a base em plenário.

Na segunda-feira (15), Motta já havia mexido no tabuleiro ao trocar o relator da PEC da Blindagem: saiu Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), entrou Cláudio Cajado (PP-BA). A nova versão do texto amplia privilégios partidários, prevê foro especial para presidentes de legendas e garante votação secreta em casos de prisão de parlamentares.

Para líderes do Centrão, a votação da PEC pode funcionar como uma “válvula de escape” para liberar tensões, permitindo que deputados registrem insatisfações sem travar imediatamente a pauta da anistia. Nos bastidores, porém, cresce a percepção de que a extrema direita tenta forçar no tapetão o que perdeu nas urnas e no Supremo: a chance de escapar das consequências do golpe contra a democracia.

Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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