Política · Justiça

Bolsonaro desejou câncer para Dilma e agora ele tem, enquanto ela segue saudável

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu nesta quarta-feira (17) a confirmação de que duas das oito lesões retiradas de sua pele no último domingo (14) são compatíveis com carcinoma de células escamosas, um tipo de câncer de pele em estágio inicial. O diagnóstico, confirmado pelo médico Claudio Birolini, ocorre após uma série de internações motivadas por crises de soluços, vômitos, queda de pressão e anemia.
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Segundo Birolini, o laudo indicou que as lesões, localizadas no tórax e em um braço, estão “in situ”, ou seja, restritas ao tecido original, sem metástase. O quadro exige acompanhamento clínico periódico, mas não é considerado de alto risco imediato. Mesmo assim, o resultado reforça a delicada situação de saúde do ex-presidente, que já foi diagnosticado também com pneumonia recente e deficiência de ferro.

A notícia do câncer trouxe à tona declarações passadas de Bolsonaro, que em 2015, durante o processo de impeachment, chegou a desejar que a então presidenta Dilma Rousseff tivesse a doença ou sofresse um infarto: “Espero que o mandato dela acabe hoje, infartada ou com câncer, ou de qualquer maneira”, disse à época. Enquanto Dilma segue saudável, ele agora enfrenta a enfermidade que usou como ofensa política.


Além desse episódio, Bolsonaro coleciona declarações violentas contra opositores. Em 2018, na campanha presidencial, chegou a dizer que queria “metralhar a petralhada do Acre”. Essas falas, carregadas de ódio, voltam a repercutir em meio ao quadro clínico delicado e à condenação histórica imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
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Na semana passada, o STF condenou o ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, formação de organização criminosa e outros crimes ligados ao ataque de 8 de janeiro de 2023. Desde agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília, mas suas recentes idas ao hospital intensificaram o debate sobre seu estado de saúde e sobre os possíveis desdobramentos jurídicos de sua pena.

Carlos e Flávio Bolsonaro, filhos do ex-presidente, tentaram minimizar as consequências políticas do diagnóstico, alegando que o pai segue “em tratamento” e sob acompanhamento médico. Ainda assim, cresce a percepção de que a saúde frágil pode influenciar diretamente os próximos passos de Bolsonaro diante da Justiça.

Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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