Bolsonaro implora silêncio a Eduardo, mas filho e Figueiredo o tratam como “incapaz”

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Nesta semana, Sóstenes viajou aos Estados Unidos e se reuniu com Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, neto do ditador João Figueiredo e parceiro político do filho do ex-presidente. Eduardo publicou foto do encontro com a legenda “Todos unidos pela anistia”, mas nos bastidores o encontro também serviu para levar a bronca do pai.
Todos unidos pela anistia????@DepSostenes @pfigueiredo08 pic.twitter.com/K8ZFbUAexi
— Eduardo Bolsonaro???? (@BolsonaroSP) September 25, 2025
Se a intenção é salvar meu pai, então eu não poderia ser o empecilho ao acordo que (supostamente) o beneficia, certo? Inclusive, se estou aqui para salvar ele a qualquer custo, como poderia estar agindo contra as ordens dele, como alguns insistem em dizer por aí, mesmo meu pai… pic.twitter.com/qRQHG8f0IT
— Eduardo Bolsonaro???? (@BolsonaroSP) September 25, 2025
A resposta, no entanto, foi um escárnio. Paulo Figueiredo ironizou nas redes sociais dizendo que, se Bolsonaro pediu silêncio, “o recado não chegou”. Mais do que isso, insistiu que o ex-presidente já não tem condições de liderar, chamando-o de “refém, preso e incapaz de decidir”.
Não é muito complexo: Se você considera Bolsonaro um refém, então não pode esperar que ele negocie os termos da própria soltura. Se você não o considera um refém, então não entendeu nada do que está acontecendo.
— Paulo Figueiredo (8) (@pfigueiredo08) September 25, 2025
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Enquanto isso, Eduardo tem radicalizado. Instalado nos EUA, ele articula sanções contra o Brasil, ataca ministros do STF e se lançou candidato à Presidência em 2026, mesmo contra a vontade do pai. Também rompeu de vez com Valdemar Costa Neto, chefe do PL, e bateu de frente com Tarcísio de Freitas, nome que parte da direita tenta emplacar para a sucessão.
As declarações públicas de Eduardo e Paulo Figueiredo deixam Bolsonaro cada vez mais enfraquecido. De um lado, o ex-presidente implora por silêncio para salvar sua pele; de outro, seu filho e o neto de ditador conspiram e o tratam como um “incapaz”.
Para a esquerda, o espetáculo é sintoma de uma extrema direita em ruínas. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, comparou o drama a um escândalo mafioso: “Bolsonaro aceitando prisão domiciliar em mansão de luxo, implorando anistia e sendo chamado de incapaz pelo próprio filho… isso parece coisa de Pablo Escobar”.
?? FOGO NO PARQUINHO! ??
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) September 25, 2025
A extrema-direita desmorona em público: Bolsonaro implorando silêncio do filho, Eduardo falando que o pai tá impossibilitado de avaliar o cenário político, Paulo Figueiredo pintando o ex-presidente como refém incapaz.
E tudo isso em meio a um acordo… pic.twitter.com/kx2DhvGVcP
O bolsonarismo, antes blindado, hoje sangra em praça pública — e a guerra interna pode acelerar ainda mais sua derrocada.
Com informações da Fórum
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Fonte: Plantão Brasil

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