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Lula impõe condições duras para se encontrar com Trump após gesto inesperado

O governo brasileiro iniciou tratativas para viabilizar um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A iniciativa é vista como uma oportunidade estratégica para desconstruir a narrativa bolsonarista que ainda circula em Washington, segundo a qual Lula teria uma postura antiamericana. Apesar do gesto recente de Trump, que sinalizou abertura ao diálogo, o Planalto mantém cautela e exige garantias antes de qualquer reunião presencial.
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A condução das negociações está nas mãos do Itamaraty, que pretende avançar em etapas. A primeira fase será marcada por contatos diplomáticos de alto nível, liderados por embaixadores experientes. Somente após esse processo amadurecido, Lula estaria disposto a se reunir com o republicano. Entre os cenários cogitados está a realização do encontro em território neutro, como a Malásia, durante a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), em outubro. Antes disso, a equipe presidencial defende uma conversa telefônica entre os dois líderes para avaliar convergências e evitar embates.

Nos bastidores, diplomatas brasileiros reconhecem que Trump é uma figura política imprevisível. Por isso, o Planalto quer evitar qualquer exposição de Lula a gestos hostis. A reunião só ocorrerá se houver segurança política e diplomática que preserve a imagem do Brasil. Um negociador ouvido pela reportagem afirmou que “o pêndulo da narrativa bolsonarista continuará sendo puxado de volta”, e que cabe ao governo mostrar que não há viés antiamericano.
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Na pauta do possível encontro, o Brasil pretende destacar a regulação das big techs, enfatizando que o debate sobre segurança digital e crimes virtuais ocorre há anos no Congresso, sem intenção de prejudicar empresas norte-americanas. Lula também deve reforçar que o país está aberto à instalação de data centers internacionais e busca parcerias em minerais críticos e terras raras, desde que contribuam para o desenvolvimento nacional.

Apesar da expectativa de aproximação, há temas sensíveis que podem gerar atritos. Entre eles, a alíquota de 18% imposta pelo Brasil ao etanol americano, em resposta às tarifas dos EUA sobre o açúcar brasileiro. Outros pontos delicados incluem disputas na Organização Mundial do Comércio, imigração, mudanças climáticas e a participação do Brasil nos Brics. O sistema de pagamentos instantâneos PIX também foi alvo de questionamentos em Washington, mas o Itamaraty já esclareceu que não há restrições a plataformas estrangeiras.
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Com informações do Valor Econômico

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Fonte: PlantãoBrasil

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