Operação da PF atinge gabinete de Nikolas! Assessor é ligado a esquema bilionário de mineração

A Operação Rejeito, da Polícia Federal, revelou um esquema explosivo que atinge diretamente o bolsonarismo mineiro. No centro da trama aparece Thiago Rodrigues de Faria, assessor jurídico de Nikolas Ferreira (PL-MG), flagrado em negociações milionárias ligadas a uma empresa de fachada controlada por aliados do PL já presos.
[bn1][/bn1]
Documentos da PF mostram que Thiago atuou como intermediário em um contrato sobre uma lavra minerária em Ouro Preto, no distrito de Rodrigo Silva — área considerada de altíssimo risco ambiental e monitorada pelo MPF por ficar próxima à barragem Água Fria, uma das sete com maior possibilidade de rompimento no país. O contrato foi assinado em janeiro de 2025 pela empresa recém-criada de Thiago, em parceria com a Gmais Ambiental, fachada ligada ao delegado da própria PF Rodrigo Teixeira e ao lobista Gilberto Carvalho.
O negócio poderia render até US$ 45 milhões, divididos entre Thiago, a Gmais e um escritório de contabilidade. Para articular a transação, o assessor de Nikolas criou até um grupo de WhatsApp chamado “Projeto Ferro”, usado para alinhar estratégias com Carvalho e Teixeira. Em mensagens interceptadas, Thiago ainda marcava encontros com um misterioso “R”, que os investigadores acreditam ser Rodrigo Teixeira.
[bn1][/bn1]
O nome do assessor também aparece em outro episódio: ele foi responsável por uma denúncia apresentada por Nikolas Ferreira contra a deputada Duda Salabert (PDT). O texto da acusação foi montado a partir de informações fornecidas pelo ex-deputado João Alberto Paixão Lages, também preso na operação, e contou com o apoio do mesmo grupo investigado. Carvalho, por sua vez, tem longo histórico de atuação como lobista do PL e já foi braço de candidatos bolsonaristas em Minas Gerais.
A Justiça já determinou a suspensão das atividades da Gmais, além do sequestro de bens e quebra de sigilos. Mesmo diante das provas, Nikolas tentou se descolar do escândalo, dizendo que seu assessor teria “autonomia” para negócios privados. Mas a proximidade entre Rodrigues, Carvalho e Teixeira expõe a contaminação direta da extrema direita por esquemas de lobby e exploração criminosa.
Thiago Rodrigues admite que recebeu proposta para intermediar a lavra, mas insiste que tudo foi dentro da lei. A PF, no entanto, aponta para um enredo de corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência que atinge em cheio a imagem já desgastada do PL e de seus representantes.
Com informações da Fórum
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: [email protected]
Fonte: Plantão Brasil

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.