Anistia de Bolsonaro naufraga e Paulinho da Força some das redes

O entusiasmo inicial de Paulinho da Força (Solidariedade-SP) com o chamado “PL da Anistia” – transformado por ele, Michel Temer (MDB) e Aécio Neves (PSDB) no “PL da Dosimetria” – se dissolveu em frustração e silêncio. O deputado, que chegou a anunciar a apresentação do texto na segunda (29) e votação no dia seguinte, agora evita até mesmo comentar o tema em suas redes sociais.

A anistia aos golpistas de 8 de janeiro, que sempre foi um projeto de interesse direto de Jair Bolsonaro e sua tropa, perdeu força dentro do Congresso. Nem bolsonaristas se mostraram satisfeitos com a proposta de apenas reduzir penas, tampouco governistas aceitaram votar a favor de criminosos que atentaram contra a democracia. Resultado: a “dosimetria” subiu no telhado.
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O relator Elmar Nascimento (União-BA) – que tem alinhado sua pauta com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) – já indicou que dará prioridade a projetos de segurança pública. Alcolumbre, por sua vez, foi claro: não pretende gastar energia com a agenda de Bolsonaro. A derrota silenciosa de Paulinho ficou escancarada quando ele passou três dias sem publicar nada após uma enxurrada de posts tentando vender o projeto.
Enquanto isso, o governo Lula concentra esforços em avançar em pautas econômicas e sociais. A isenção do Imposto de Renda, sob relatoria de Arthur Lira (PP-AL), deve entrar em debate já nesta quarta (1º). A oposição, previsivelmente, tenta transformar o debate em uma bomba fiscal contra o povo: quer proteger ricaços que recebem acima de R$ 50 mil mensais e empurrar a conta para a saúde, educação, aposentadorias e o salário mínimo.
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Paulinho, percebendo o isolamento, busca agora conversar com deputados do PCdoB e do PSD de Gilberto Kassab, na tentativa de salvar sua relevância na negociação. Mas a estratégia do deputado naufraga diante da rejeição generalizada: a proposta não agrada à esquerda, ao centro e tampouco à ultradireita, que exige impunidade total a Bolsonaro.
Até Tarcísio de Freitas, após encontro com o ex-presidente condenado, admitiu que a tal “dosimetria” não satisfaz os bolsonaristas mais radicais. O projeto que nasceu como um aceno de salvação para o clã Bolsonaro se tornou um constrangimento político para seus padrinhos no Congresso.
Com informações da Fórum
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A anistia aos golpistas de 8 de janeiro, que sempre foi um projeto de interesse direto de Jair Bolsonaro e sua tropa, perdeu força dentro do Congresso. Nem bolsonaristas se mostraram satisfeitos com a proposta de apenas reduzir penas, tampouco governistas aceitaram votar a favor de criminosos que atentaram contra a democracia. Resultado: a “dosimetria” subiu no telhado.
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O relator Elmar Nascimento (União-BA) – que tem alinhado sua pauta com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) – já indicou que dará prioridade a projetos de segurança pública. Alcolumbre, por sua vez, foi claro: não pretende gastar energia com a agenda de Bolsonaro. A derrota silenciosa de Paulinho ficou escancarada quando ele passou três dias sem publicar nada após uma enxurrada de posts tentando vender o projeto.
Enquanto isso, o governo Lula concentra esforços em avançar em pautas econômicas e sociais. A isenção do Imposto de Renda, sob relatoria de Arthur Lira (PP-AL), deve entrar em debate já nesta quarta (1º). A oposição, previsivelmente, tenta transformar o debate em uma bomba fiscal contra o povo: quer proteger ricaços que recebem acima de R$ 50 mil mensais e empurrar a conta para a saúde, educação, aposentadorias e o salário mínimo.
Hoje vou levar ao plenário oito requerimentos de urgência que tratam exclusivamente da segurança pública - todos são consenso entre os 27 secretários de Segurança do país. Segurança é uma das maiores preocupações dos brasileiros e uma prioridade do Parlamento - e prioridade se…
— Hugo Motta (@HugoMottaPB) September 30, 2025
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Paulinho, percebendo o isolamento, busca agora conversar com deputados do PCdoB e do PSD de Gilberto Kassab, na tentativa de salvar sua relevância na negociação. Mas a estratégia do deputado naufraga diante da rejeição generalizada: a proposta não agrada à esquerda, ao centro e tampouco à ultradireita, que exige impunidade total a Bolsonaro.
Até Tarcísio de Freitas, após encontro com o ex-presidente condenado, admitiu que a tal “dosimetria” não satisfaz os bolsonaristas mais radicais. O projeto que nasceu como um aceno de salvação para o clã Bolsonaro se tornou um constrangimento político para seus padrinhos no Congresso.
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Fonte: Plantão Brasil

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