Política · Segurança

Tarcísio reage tarde enquanto bebidas envenenadas avançam pelo país

A tragédia causada por bebidas adulteradas com metanol, que começou em São Paulo, agora se espalha pelo país. Em Pernambuco, duas pessoas morreram e uma terceira perdeu parte da visão após consumir produtos contaminados. Os casos foram registrados em Lajedo e João Alfredo, no Agreste, com atendimento no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru.
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Em São Paulo, já há cinco mortes suspeitas e 22 ocorrências em investigação, sete delas confirmadas por exames. O governador bolsonarista Tarcísio de Freitas, sempre tardio diante do caos, anunciou apenas agora um “gabinete de crise”, enquanto a Polícia Federal abriu inquérito para apurar as origens do solvente usado na adulteração.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ressaltou que o metanol já esteve presente em esquemas de adulteração de combustíveis operados pelo PCC, o que reforça a suspeita de ligação com o crime organizado. A investigação busca rastrear fornecedores e rotas que abasteceram bares e fábricas clandestinas.
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Na capital paulista, operações interditaram bares. O Ministrão, nos Jardins, foi fechado após uma cliente perder a visão depois de consumir caipirinhas feitas com vodca suspeita. O proprietário admitiu comprar de vendedores de rua, prática que ele próprio chamou de “comum”. Outros locais na Mooca e em São Bernardo do Campo também foram lacrados, e uma fábrica clandestina em Americana levou dois homens à prisão.

A escalada da crise levou clubes tradicionais como Hebraica, Paulistano e Sírio a suspender a venda de destilados. Casas noturnas tentam tranquilizar clientes, garantindo compras apenas de distribuidores oficiais. O alerta, porém, cresce: especialistas do CIATox/Unicamp avisam sobre o risco de falta de antídotos e relatam que hospitais chegaram a usar vodca por sonda em emergências, como forma improvisada de retardar os efeitos da intoxicação.

A combinação entre negligência, crime organizado e lucro fácil expõe a população a riscos mortais, enquanto governos estaduais mostram incapacidade de agir preventivamente. A crise do metanol é mais um retrato do descaso com a vida em nome de interesses criminosos.

Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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