Política · Justiça

Malafaia encomendou vídeo para pressionar STF e salvar Bolsonaro

O bolsonarismo volta a se enredar em escândalos que escancaram seu desprezo pelas instituições democráticas. A Polícia Federal revelou que o pastor Silas Malafaia encomendou ao marqueteiro Duda Lima, ligado ao PL e responsável pela campanha de Jair Bolsonaro em 2022, a produção de um vídeo que tinha como objetivo pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional.
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De acordo com o relatório final da PF, Malafaia articulou diretamente com Bolsonaro uma “campanha orquestrada” para transformar tarifas impostas pelos Estados Unidos em narrativa de perseguição política. A ideia era atrelar a suspensão das taxas anunciadas por Donald Trump à aprovação de uma anistia para os golpistas de 8 de janeiro, incluindo o próprio ex-presidente condenado por tentativa de golpe de Estado.

Nas mensagens interceptadas, Malafaia disse a Bolsonaro que havia pedido a Duda Lima para “inventar uma frase” que ligasse “anistia já” à “queda das taxas”. O marqueteiro, que segue atuando contra o governo Lula e é bancado pelo PL, teria então sugerido peças publicitárias com o bordão: “Anistia para todos! O Brasil da liberdade não será taxado”. Dias depois, o vídeo foi publicado nas redes do pastor, afirmando que “prender patriotas é injusto” e que “perseguir Bolsonaro é vergonha internacional”.


Para a PF, a produção do material não foi mero ato de comunicação política, mas sim parte de uma estratégia para coagir ministros do STF e parlamentares a conceder impunidade a criminosos. Malafaia, investigado por coação e obstrução de Justiça, não nega ter encomendado o vídeo, mas voltou a atacar Alexandre de Moraes e a acusar a esquerda de “perseguição”.
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Já Duda Lima, responsável por contratos milionários com o PL e campanhas apadrinhadas por Valdemar Costa Neto, tenta se distanciar da acusação de crime, mas a relação entre sua agência e o núcleo bolsonarista é evidente. Apenas em 2024, suas empresas receberam R$ 1,5 milhão do partido e mais de R$ 8 milhões na campanha de Ricardo Nunes em São Paulo.

O episódio mostra mais uma vez o modus operandi da extrema-direita: fabricar narrativas falsas, usar a religião e a propaganda para manipular a opinião pública e tentar chantagear as instituições democráticas. O discurso da “anistia” nada mais é do que a tentativa de livrar Bolsonaro e seus cúmplices da Justiça, repetindo a lógica do ataque permanente ao Estado de Direito.

Assista ao vídeo:

Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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