Política · Justiça · Segurança

Moraes enquadra Cláudio Castro e cobra explicações sobre massacre no Rio

A reunião entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), começou sob forte tensão política, mas terminou em clima mais amistoso. Segundo a colunista Mônica Bergamo (Folha de S.Paulo), Moraes classificou o encontro como “bom e produtivo”, embora tenha deixado claro que seguirá monitorando com rigor o cumprimento das decisões do STF sobre as operações policiais nas favelas.
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Castro e seus secretários de segurança apresentaram relatórios, imagens e petições para justificar a Operação Contenção, responsável por 121 mortes — o episódio mais letal da história recente do Rio. O governador afirmou que a ação respeitou as regras da ADPF das Favelas, norma criada pelo Supremo para reduzir abusos policiais e execuções sumárias, e alegou que houve “emprego proporcional da força”.

O encontro ocorreu a portas fechadas no Centro Integrado de Comando e Controle. Moraes exigiu explicações depois de Castro ter atacado publicamente o STF, chamando a ADPF das Favelas de “maldita”. A fala, vista como afronta ao Supremo, gerou forte reação entre ministros e movimentos sociais. O magistrado agora analisa os relatórios e pretende confrontar os dados oficiais com as investigações da Defensoria Pública, que acompanha denúncias de execuções e saques cometidos por policiais durante a operação.
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Fontes do governo fluminense confirmam que o início da reunião foi tenso, reflexo direto das críticas de Castro ao Supremo. Mesmo assim, Moraes manteve o tom institucional e ouviu o governador, que tentava conter o desgaste político após o massacre. “O diálogo foi técnico e respeitoso”, resumiu o ministro a interlocutores.

Enquanto o governo estadual tenta justificar a operação, o Datafolha mostra que 57% dos moradores da capital e da região metropolitana apoiaram a ação, mesmo diante da brutalidade. O dado preocupa o Planalto e o próprio STF, que veem risco de normalização da violência policial como política pública, especialmente em estados governados por aliados do bolsonarismo.

Com informações do DCM

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Fonte: Plantão Brasil

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