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Clã Bolsonaro insiste em “confusão mental” e soluços, enquanto PF detalha risco de fuga

O ex-presidente Jair Bolsonaro segue detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após violar medidas cautelares e levantar suspeitas de fuga. Mesmo assim, sua família insiste na versão de que tudo não passou de “confusão mental” causada por medicamentos. Nesta terça-feira (25), Flávio Bolsonaro afirmou que o pai teve mais uma crise de soluços durante a madrugada — argumento repetido pelo clã na tentativa de minimizar a gravidade das infrações cometidas.
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Segundo Flávio, Bolsonaro teria passado a noite sozinho na sala especial reservada a autoridades, mas recebendo cuidados médicos e cumprindo o protocolo definido pelo ministro Alexandre de Moraes. O senador e o irmão, Carlos Bolsonaro, puderam visitar o pai por até 30 minutos cada, em horários separados, como determina a decisão do STF. Ambos reforçaram o discurso de que o ex-presidente estaria mentalmente confuso ao romper a tornozeleira eletrônica.

A versão da família inclui ainda menções a cuidados pessoais prestados por Michelle Bolsonaro, que teria relatado acompanhar crises de soluço e orientar a rotina do marido. Flávio disse que a crise mais recente teria sido amenizada após um policial federal oferecer o medicamento recomendado pela equipe médica autorizada no processo.
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A PF, no entanto, mantém as razões objetivas que levaram à prisão preventiva: risco de fuga, violação da tornozeleira e tentativa de criar aglomeração — convocada pelo próprio Flávio — para atrapalhar a fiscalização das medidas impostas pelo Supremo. Bolsonaro está detido desde sábado (22), em uma sala especial, e segue sob monitoramento permanente.

Na quinta-feira (27), está prevista a visita do filho Jair Renan, também limitada a 30 minutos. As refeições continuam sendo levadas diariamente por Michelle, segundo o próprio clã, que demonstra preocupação com a origem dos alimentos oferecidos ao ex-presidente — preocupação que contrasta com o histórico de negligência sanitária do grupo durante a pandemia.

De acordo com o protocolo reiterado por Moraes, qualquer emergência médica deve ser atendida pelo Samu, e a equipe da médica Marina Grazziotin Pasolini tem acesso liberado à cela especial. Bolsonaro permanece preso preventivamente por descumprir medidas impostas pelo STF e pelo risco concreto de fuga identificado pela Polícia Federal.

Assista ao chororô:


Com informações do G1

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Fonte: Plantão Brasil

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